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Dinheiro

Parecer da AGU prevê benefício do INSS para vítimas de violência doméstica

Parecer da AGU prevê manutenção de renda por até seis meses para mulheres afastadas do trabalho por medida protetiva judicial.

Parecer da AGU prevê benefício do INSS para vítimas de violência doméstica

Mulheres afastadas do trabalho por determinação judicial, como medida protetiva em casos de violência doméstica, poderão manter a renda durante o período. O afastamento pode se estender por até seis meses, e o pagamento será feito pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), conforme parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) assinado nesta quinta-feira (1º/10).

A divisão dos pagamentos segue o entendimento definido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em junho. Nos primeiros 15 dias, a responsabilidade será do empregador; o INSS deverá cobrir o período restante. Para seguradas contribuintes individuais, facultativas e especiais, o instituto pagará o benefício integralmente.

As regras também dispensam o cumprimento de período de carência e não permitem desconto de contribuição previdenciária sobre o benefício. Além disso, o tempo em que a mulher permanecer afastada será computado para a aposentadoria.

Quem não for segurada da Previdência terá direito a um pagamento assistencial. O custeio caberá ao estado, ao Distrito Federal ou ao município indicado pelo juiz, de acordo com a determinação.

Com o parecer da AGU, a decisão do STF passa a integrar as normas da administração pública federal. Assim, a própria determinação judicial que concede a medida protetiva será suficiente para viabilizar o pagamento. Não será preciso ajuizar uma nova ação para obter o benefício.

A regulamentação das regras deverá ficar a cargo do Ministério da Previdência Social e do INSS, em até 15 dias depois da publicação do parecer. O atendimento às vítimas deverá ter prioridade e ser sigiloso, inclusive no Meu INSS.

Os valores pagos poderão ser cobrados posteriormente do agressor, por meio de ação judicial.