Trabalhadores com carteira assinada terão isenção do IR até R$ 5 mil em 2026

O governo prevê compensação com taxação mínima de 10% sobre rendas anuais acima de R$ 600 mil.

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O Projeto de Lei 1087/25, aprovado na Câmara dos Deputados e em análise no Senado, altera a faixa de isenção do Imposto de Renda. A medida, prevista para vigorar em 1º de janeiro de 2026, beneficia trabalhadores formais com salários de até R$ 5 mil mensais. O objetivo é reduzir a carga tributária sobre a classe média e devolver ao orçamento familiar valores antes retidos na fonte.

Segundo a Receita Federal, órgão de alta credibilidade e responsável pela arrecadação, a mudança pode gerar economia de até R$ 313 por mês, o que representa cerca de R$ 3.700 por ano.

Quem será beneficiado

Atualmente, a isenção do IRPF é limitada a rendas de até R$ 2.112 mensais. Com a nova regra, carteira assinada“>trabalhadores com carteira assinada que recebem até R$ 5 mil deixarão de ter desconto no salário.

Além disso, haverá uma fórmula de transição para quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350. Essa faixa intermediária terá redução gradual, evitando saltos bruscos na tributação.

Impacto direto no trabalhador

Com a mudança, milhões de brasileiros que hoje têm parte do salário retida poderão manter esse valor em seus rendimentos. Dessa forma, o benefício funcionará como um reforço no orçamento mensal.

Enquanto isso, o governo projeta que o dinheiro extra circule no comércio e nos serviços, estimulando a economia interna.

Economia estimada

  • Até R$ 313 de economia mensal.
  • Aproximadamente R$ 3.700 por ano.
  • Benefício direto para a classe média e trabalhadores de renda intermediária.

Essa alteração representa um alívio financeiro e amplia o poder de compra de milhões de famílias.

Ajustes para altas rendas

Para compensar a renúncia fiscal, o projeto prevê uma taxação mínima de 10% sobre contribuintes com rendimentos anuais acima de R$ 600 mil, cerca de R$ 50 mil mensais.

Esse modelo segue práticas internacionais adotadas por países da OCDE, garantindo que grandes fortunas não escapem da tributação por meio de brechas legais.

Estimativas da Receita Federal

De acordo com cálculos oficiais:

  • R$ 18 bilhões de renúncia com a isenção até R$ 5 mil.
  • R$ 7,8 bilhões de alívio fiscal para a faixa intermediária.
  • R$ 26 bilhões de arrecadação adicional com a taxação de altas rendas.

Assim, o impacto líquido será equilibrado, mantendo a sustentabilidade das contas públicas.

Quando começa a valer

A expectativa é que a medida entre em vigor em 1º de janeiro de 2026. Os efeitos práticos aparecerão na declaração do Imposto de Renda de 2027.

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