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Política

PM descarta ameaça de bomba após operação perto do STF

A PM-DF isolou a área e acionou o Esquadrão Antibombas após um homem arremessar uma mochila em uma parada de ônibus perto do STF. Nenhum explosivo foi encontrado.

PM descarta ameaça de bomba após operação perto do STF

A Polícia Militar do Distrito Federal descartou uma suspeita de ameaça de bomba nas proximidades do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, após perícia realizada na noite desta quinta-feira, 1º. Um homem de 28 anos foi detido depois de, segundo a corporação, arremessar uma mochila sobre uma parada de ônibus perto da Corte.

A operação ocorreu a três dias das eleições presidenciais. O perímetro foi isolado e o Esquadrão Antibombas verificou a mochila. Nenhum artefato explosivo foi encontrado; havia apenas objetos no interior. Com a conclusão dos procedimentos, a operação foi encerrada.

Em nota, a PM-DF informou que o homem foi identificado às 19h50 e apresentou resistência durante a intervenção policial. A corporação afirmou que, após a verificação da dinâmica dos fatos, não foram identificados elementos que caracterizassem tentativa de invasão às dependências do STF. Segundo a nota, o homem também fez declarações de cunho reivindicatório.

O STF informou que o sistema de monitoramento da Corte identificou a movimentação e que foram acionadas a Polícia Militar e a Polícia Judicial. De acordo com a nota do Supremo, o indivíduo tentou pular as grades. Como a mochila foi arremessada sobre o ponto de ônibus, foi acionada a Operação Petardo, com os procedimentos para averiguar a possibilidade de haver um explosivo.

Referência a ataque em 2024

O episódio ocorreu nas proximidades do local onde, em novembro de 2024, Francisco Wanderley Luiz, conhecido como “Tiü França”, morreu ao detonar fogos de artifício acoplados ao corpo, em frente ao STF. Na ocasião, explosivos também foram encontrados no porta-malas do carro dele, no estacionamento da Câmara dos Deputados.

Em 2025, a Polícia Federal concluiu que Luiz agiu sozinho e foi motivado por extremismo político. A investigação descartou participação, ajuda ou financiamento de terceiros no ataque.

Assuntos: ameaçapertoSTF