Parlamentares do Partido Liberal (PL) iniciaram articulação para protocolar um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A medida ocorre após decisão que impôs restrições ao uso de redes sociais pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), limitando também suas entrevistas à imprensa.
PL define estratégia após medidas cautelares
A reação da oposição foi confirmada por parlamentares do PL no dia 21 de julho de 2025. Segundo a legenda, a iniciativa busca responder às medidas cautelares que restringem a comunicação digital do ex-presidente. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que o impeachment de Alexandre de Moraes tornou-se a “pauta única do Senado”, destacando que a estratégia vem sendo desenvolvida desde as últimas eleições municipais.
Obstáculos e histórico no Congresso Nacional
Tentativas anteriores de avançar com pedidos de impeachment contra ministros do STF não prosperaram. Sob a presidência de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e, atualmente, de Davi Alcolumbre (União-AP), o Congresso Nacional manteve resistência em dar andamento a essas iniciativas. No entanto, parlamentares da oposição afirmam que a pressão será intensificada após o fim do recesso parlamentar.
Insatisfação com outras pautas no Legislativo
A articulação do PL também é impulsionada por insatisfação com outras questões do Legislativo. Entre elas estão a ausência de tramitação do projeto de lei da Anistia e a falta de reação contundente quando Alexandre de Moraes retomou a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), revogada anteriormente pelo Congresso.
Contexto internacional e pressões políticas
Uma apuração recente indicou que os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado constaram inicialmente em uma lista do “revogaço” do governo americano, que poderia resultar na perda de vistos. Entretanto, após conversas entre integrantes do PL e com aval de Jair Bolsonaro, os nomes foram retirados para evitar tensões adicionais envolvendo o Centrão.
Próximos passos da oposição
A oposição pretende utilizar a base aliada para sustentar a tramitação do pedido de impeachment no Senado, tendo o apoio de parlamentares que contestam a atuação do ministro do STF. A expectativa é de que o tema volte ao centro das discussões logo após a retomada das atividades legislativas.
