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Democratas avançam no Senado dos EUA após vitória na Carolina do Norte

A projeção compilada pela 270towin indicava 52 cadeiras democratas e 46 republicanas no Senado, enquanto a apuração ainda estava em andamento.

Democratas avançam no Senado dos EUA após vitória na Carolina do Norte

Os democratas venceram a disputa pelo Senado na Carolina do Norte e chegaram a 45 cadeiras na Casa, conforme resultados divulgados pela Associated Press (AP) até 0h01 desta quarta-feira (4). A vitória representa uma virada sobre os republicanos no estado, cuja cadeira era ocupada por Thom Tillis, que não concorreu à reeleição.

Até o mesmo horário, os democratas também haviam vencido no Colorado, em Delaware, na Geórgia, em Illinois, Massachusetts, New Hampshire, Nova Jersey, Novo México, Rhode Island e Virgínia. Os republicanos conquistaram assentos na Flórida, em Kentucky, Oklahoma, Virgínia Ocidental e Wyoming, e somavam 36 cadeiras no Senado.

Na Câmara dos Representantes, os democratas tinham 102 assentos e os republicanos, 58. Para obter a maioria na Casa, um partido precisa conquistar 218 das 435 cadeiras em disputa.

Projeções compiladas pelo site 270towin apontavam expectativa de 52 assentos democratas e 46 republicanos no Senado. Levantamentos também indicavam que os democratas ficariam com a maioria na Câmara. A apuração ainda estava em andamento, com cédulas sendo recebidas em diferentes horários, conforme o fuso e as regras de cada estado.

As eleições de meio de mandato são realizadas a cada dois anos, no meio do ciclo presidencial. Além de renovar todos os assentos da Câmara e cerca de um terço das 100 cadeiras do Senado, o pleito também escolhe governadores e representantes de assembleias legislativas em diversos estados.

Os deputados têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores cumprem mandatos de seis anos. Embora o presidente não esteja na disputa, o resultado pode mudar o equilíbrio de forças no Congresso, que participa da aprovação de leis e do orçamento federal e fiscaliza o governo. O Senado também aprova indicações presidenciais para cargos como ministros e juízes da Suprema Corte.

Os Estados Unidos não têm um órgão centralizador da apuração como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) brasileiro. A imprensa acompanha os resultados; a AP agrega dados eleitorais desde 1848.