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Democratas conquistam primeiras vitórias nas eleições de meio de mandato nos EUA

Roy Cooper venceu na Carolina do Norte e Jon Ossoff manteve sua cadeira na Geórgia; projeções indicavam maioria democrata nas duas casas do Congresso.

Democratas conquistam primeiras vitórias nas eleições de meio de mandato nos EUA

Os democratas comemoraram as primeiras vitórias na apuração das eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, disputadas nesta terça-feira. O pleito é tratado como um veredito sobre o governo do presidente Donald Trump, enquanto a oposição tenta conquistar a maioria no Congresso.

Na disputa pelo Senado, que renova 35 das 100 cadeiras, os democratas precisam ganhar quatro assentos para obter maioria. Roy Cooper garantiu uma vitória na Carolina do Norte, e Jon Ossoff manteve sua cadeira pela Geórgia. As pesquisas também apontavam bom desempenho democrata no Texas, em Ohio e no Kansas.

Na Câmara dos Representantes, que tem 435 cadeiras, a oposição também busca maioria. Projeções da Decision Desk HQ estimavam vantagem democrata de 241 a 194. Para o Senado, a empresa projetava maioria democrata de 52 a 48.

Na Geórgia, a democrata Keisha Bottoms foi eleita governadora, segundo projeções da CNN e da NBC News. Ex-prefeita de Atlanta, ela será a primeira mulher negra a ocupar o cargo nos Estados Unidos. Bottoms derrotou o republicano Rick Jackson; o atual governador, Brian Kemp, não podia concorrer novamente por limite de mandatos.

Uma derrota republicana no Senado poderia favorecer uma nova tentativa de destituição de Trump, após os dois processos de impeachment ocorridos em seu primeiro mandato, de 2017 a 2021. A abertura do processo depende da Câmara, e a condenação exige dois terços dos senadores presentes.

Trump afirmou que, se os republicanos perderem, poderá se tornar o “Senhor Veto” e barrar iniciativas legislativas da oposição. Os democratas também pretendem investigar o presidente, seu governo e sua família, além de tentar bloquear nomeações e o financiamento da guerra no Irã.

A jornada foi tranquila no país, exceto por problemas em máquinas de votação em um condado de Nova York. Um milhão de observadores eleitorais do Departamento de Justiça acompanharam a votação, contingente descrito como inédito.

Além das eleições para o Congresso, os americanos votaram para definir 36 governos estaduais e participar de referendos. A apuração poderia levar dias, diante de disputas apertadas. No Alasca, o governo federal pretendia impugnar preventivamente o resultado após os democratas apresentarem um candidato com nome idêntico ao do republicano.