Donald Trump pediu aos americanos que impeçam os democratas de ganhar poder no Congresso e classificou a chapa do partido como “a mais extremista e perigosa da história americana”. O presidente fez as declarações nesta segunda-feira (2), em Washington, ao tratar das eleições legislativas de meio de mandato.
Em frente ao espelho d’água do Memorial Lincoln, Trump afirmou que o voto decidirá se, em suas palavras, “esses extremistas terão poder ou não”. Também disse que as ideologias democratas “sempre fracassaram” e defendeu a preservação da cultura e da herança dos Estados Unidos.
O presidente citou Abdul El-Sayed, candidato democrata ao Senado por Michigan, e o chamou de jihadista. Segundo Trump, El-Sayed teria se qualificado para a disputa após fazer campanha e buscar apoio em mesquitas radicais. Ele enfrenta o republicano Mike Rogers no estado.
Críticas à agenda democrata
Trump atribuiu aos democratas propostas que chamou de “agenda radical”, incluindo abertura das fronteiras, aumento de impostos em trilhões de dólares, confisco de armas, eliminação do petróleo e do gás natural e políticas transgênero. Também alegou que o partido permite a entrada de migrantes para que possam votar.
O presidente afirmou que seu governo passou cerca de 17 meses sem registrar entradas ilegais na fronteira sul com o México. Disse ainda que os Estados Unidos vivem uma “era de ouro” e atribuiu ao governo a criação de US$ 25 trilhões em riqueza em menos de dois anos.
Trump também afirmou ter acabado com o crime em Washington e disse que os Estados Unidos encerraram a guerra na Venezuela em um dia, após a intervenção que culminou na captura de Nicolás Maduro, em janeiro deste ano.
Na média de pesquisas compilada pelo RealClearPolling, os democratas tinham 52% das preferências para o Congresso, ante 43,1% dos republicanos. Cerca de 53 milhões de americanos já teriam registrado votos, segundo o Laboratório Eleitoral da Universidade da Flórida. A eleição desta terça-feira (3) definirá a composição do Congresso e poderá influenciar a aprovação de medidas do presidente.

