Eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3) para escolher representantes do Congresso. O resultado das eleições de Meio de Mandato poderá alterar as condições políticas para o presidente Donald Trump conduzir sua agenda na segunda metade do mandato.
Todos os 435 assentos da Câmara dos Representantes estarão em disputa. No Senado, serão renovadas 35 das 100 cadeiras. Também serão escolhidos 36 governadores, representantes de legislaturas estaduais e outros ocupantes de cargos públicos.
Se os republicanos mantiverem a maioria nas duas Casas, terão melhores condições de aprovar prioridades legislativas de Trump. Uma vitória democrata poderá dificultar os planos do presidente e abrir espaço para investigações contra o governo.
Em 2018, durante o primeiro mandato de Trump, os republicanos ampliaram sua vantagem no Senado, passando de 51 para 53 cadeiras. Os democratas terminaram com 45, além de dois independentes alinhados à oposição. Na Câmara, os republicanos perderam 42 assentos, e os democratas conquistaram 235 cadeiras, contra 199 dos republicanos.
Pesquisas e aprovação presidencial
Os republicanos enfrentam pressões relacionadas aos preços dos combustíveis e dos alimentos e à guerra no Irã. Uma pesquisa da Universidade de Quinnipiac divulgada em 10 de setembro apontou que 49% dos eleitores preferiam que os democratas controlassem a Câmara, ante 38% que optavam pelos republicanos; 13% não opinaram.
Na véspera da votação, levantamento Reuters/Ipsos indicou que cerca de 32% dos entrevistados aprovavam o trabalho de Trump. O índice repetia o da semana anterior e ficava acima da mínima histórica de 31%, registrada duas semanas antes.
Entre eleitores independentes registrados, cerca de 50% disseram que votariam para o Congresso como manifestação contra Trump; 13% afirmaram que votariam a favor do presidente e 33% disseram que ele não era fator determinante. No voto genérico, 46% escolheram os democratas e 38%, os republicanos.
A pesquisa nacional ouviu 1.765 adultos americanos pela internet e teve margem de erro de dois pontos percentuais. Como o voto não é obrigatório nos Estados Unidos, a participação também pode influenciar o resultado.

