Os democratas retomaram o controle do Senado dos Estados Unidos e alcançaram pelo menos 51 cadeiras, o mínimo necessário para formar maioria, segundo projeções da Associated Press. O resultado deve dificultar a aprovação da agenda do presidente Donald Trump nos dois últimos anos de seu mandato.
As eleições de meio de mandato refletiram a frustração de eleitores com a alta dos preços, a guerra no Irã e suspeitas de corrupção no governo. Entre as vitórias democratas em estados conservadores estão as de Josh Turek, em Iowa; Adam Hamilton, no Kansas; James Talarico, no Texas; e Sherrod Brown, em Ohio.
Também foram eleitos Roy Cooper, na Carolina do Norte, e Annie Andrews, na Carolina do Sul. Os democratas mantiveram a cadeira da Geórgia, com a reeleição do senador Jon Ossoff, e venceram em New Hampshire, onde Chris Pappas sucederá Jeanne Shaheen, que se aposentou.
As disputas no Maine e no Alasca, hoje com os republicanos, e em Michigan e Minnesota, atualmente com os democratas, ainda estão indefinidas. O resultado contrasta com o cenário do início do ano, quando o mapa eleitoral era considerado favorável aos republicanos.
Na reta final, o partido investiu dezenas de milhões de dólares em estados e distritos que Trump havia vencido com folga há dois anos.
Com a maioria, os senadores democratas poderão barrar indicações de juízes à Suprema Corte, que dependem da aprovação do Senado. Trump já afirmou que usará o veto para impedir propostas democratas; na véspera da eleição, disse que se tornaria o “Sr. Veto” se os republicanos perdessem o Congresso.
Na Flórida, Ashley Moody venceu a eleição especial para completar o mandato de Marco Rubio, que se tornou secretário de Estado em 2025. No Wyoming, Harriet Hageman foi eleita para a vaga de Cynthia Lummis, que se aposentou.
A disputa pela Câmara continua indefinida. Os democratas precisam conquistar um saldo de três cadeiras e venceram em distritos-chave. NBC, ABC e CNN projetam que o partido retomará a maioria, mas a Associated Press ainda não declarou o resultado.

