CNH gratuita já está disponível: veja quem pode e como solicitar o benefício

Benefício cobre todas as etapas, desde exames até emissão do documento.

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Desde a última terça-feira (12/8), condutores de baixa renda poderão solicitar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) gratuita. A lei que altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) entrou em vigor em todo o país.

Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, veículo de comunicação de ampla circulação nacional, a medida será financiada com recursos federais oriundos de multas de trânsito. O programa, chamado CNH Social, permitirá que cidadãos em vulnerabilidade tenham acesso ao documento sem custos.

Para participar, o interessado deve ter no mínimo 18 anos, estar inscrito no CadÚnico e comprovar renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa, equivalente a R$ 706.

Etapas e abrangência do programa

O benefício cobre todas as fases necessárias para a formação de motoristas: exames médicos e psicológicos, aulas teóricas e práticas, taxas de provas e a emissão do documento final.

Além disso, a CNH Social terá a mesma validade da CNH paga. Dessa forma, quem obtiver a habilitação poderá também exercer atividade profissional como motorista, desde que respeite as normas legais.

O cadastro deverá ser realizado junto aos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans), que organizarão a execução do programa em cada unidade da federação.

Foco no público feminino em vulnerabilidade social

A medida tem como prioridade mulheres em situação de vulnerabilidade. O governo federal busca, com isso, ampliar o acesso dessas cidadãs ao mercado de trabalho e oferecer maior autonomia social e financeira.

O público beneficiado poderá solicitar a primeira habilitação nas categorias A (motos) e B (carros). Segundo dados do Registro Nacional de Condutores Habilitados, até o último mês havia no Brasil cerca de 55 milhões de homens com CNH, contra aproximadamente 31 milhões de mulheres.

Impacto esperado e contexto social

A expectativa é que a CNH Social contribua para reduzir a desigualdade de acesso ao documento, ampliando as oportunidades para condutores que não tinham condições financeiras de custear o processo.

O investimento dos valores arrecadados com multas de trânsito busca reinserir cidadãos no mercado formal e fortalecer a independência de grupos em situação de fragilidade econômica.

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