Desaprovação ao governo Lula atinge 50% em novembro, segundo pesquisa Quaest

Pesquisa revela insatisfação crescente com a gestão federal.

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A pesquisa Genial/Quaest divulgada em 12 de novembro mostra que 50% dos brasileiros desaprovam o governo Lula, enquanto 47% ainda o aprovam. A margem de erro é de dois pontos percentuais, o que configura empate técnico. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre os dias 6 e 9 de novembro, com nível de confiança de 95%.

Em relação ao mês anterior, a desaprovação subiu um ponto percentual (de 49% para 50%), e a aprovação caiu um ponto (de 48% para 47%). Apenas 3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder.

Indicadores sociais e econômicos ajudam a entender o cenário político

Segundo dados do IBGE, o desemprego no Brasil ficou em 7.7% no terceiro trimestre de 2025, o menor índice desde 2015. Apesar disso, a informalidade ainda representa 39.1% da força de trabalho, o que pode influenciar a percepção sobre a gestão federal.

Além disso, o Ministério Público Federal (MPF) divulgou em outubro um relatório sobre o aumento de denúncias relacionadas à má gestão de recursos públicos em estados e municípios, o que pode refletir negativamente na imagem do governo federal, mesmo sem ligação direta.

Por outro lado, o DataSUS aponta que houve crescimento de 12% nos atendimentos básicos de saúde em comparação com o mesmo período de 2024, indicando avanços em áreas essenciais.

Comparativo com outros governos e impacto nas redes sociais

Embora o terceiro mandato de Lula tenha iniciado com expectativas elevadas, os números atuais se aproximam dos índices registrados no segundo mandato, especialmente em momentos de crise institucional. A pesquisa Quaest mostra que a popularidade presidencial está em constante oscilação, influenciada por fatores como inflação, segurança pública e políticas ambientais.

Nas redes sociais, o tema gerou alto engajamento. A hashtag #Lula50 circulou amplamente no Twitter e Threads, com debates acalorados entre apoiadores e críticos. A polarização digital reflete o cenário político nacional, que permanece dividido.

Expectativas para os próximos meses e ações do governo

O governo federal anunciou recentemente medidas voltadas à reforma tributária e à ampliação do programa Minha Casa, Minha Vida. Entretanto, especialistas apontam que os efeitos dessas ações só devem ser sentidos a partir do primeiro semestre de 2026.

Enquanto isso, o Palácio do Planalto intensifica a comunicação institucional, buscando reverter a tendência de queda na aprovação. A estratégia inclui campanhas em rádio, TV e redes sociais, além de encontros com lideranças regionais.

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