A revista britânica The Economist alertou para riscos econômicos e fiscais no Brasil após a eleição de Lula. Segundo a publicação, o real perdeu 8% e o Ibovespa caiu 14% no primeiro dia útil após o pleito.
O principal temor apontado pela revista é a situação das contas públicas. A publicação cita déficit superior a 9% do Produto Interno Bruto (PIB) e afirma que a dívida pública pode chegar a 97% do PIB, ante 84% em 2022.
A revista também critica a perspectiva de aumento dos gastos e defende medidas para evitar uma crise. Entre as ações mencionadas estão a escolha de um ministro da Fazenda com credibilidade, o controle das despesas e a revisão de benefícios e isenções.
Outro ponto destacado pela The Economist é a concentração de poder no novo mandato. Lula poderá indicar quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF), além de nomes para cargos estratégicos, ampliando sua influência sobre instituições importantes, segundo a publicação.
A revista avalia que, se o governo interpretar a vitória eleitoral como autorização para gastar sem freios, o país poderá enfrentar uma recessão profunda e um desastre fiscal. Na análise da publicação, a promessa de prosperidade pode acabar em uma conta pesada para o Brasil.

