STF decide em menos de duas horas e libera emendas parlamentares com critérios rígidos

STF forma maioria e valida liberação das emendas Pix, RP9 e RP8 com critérios rigorosos de transparência e rastreabilidade. A decisão envolve R$ 186,3 bilhões pagos entre 2019 e 2024.

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O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta segunda-feira, 2, para confirmar a decisão do ministro Flávio Dino que autoriza o pagamento das emendas parlamentares, como RP9 (de relator), RP8 (de comissão) e as chamadas “emendas Pix”. No entanto, a liberação está condicionada a regras rígidas de transparência, rastreabilidade e controle público.

Maioria no Plenário

A votação começou às 18h no plenário virtual e, em pouco mais de uma hora, já havia seis votos favoráveis à decisão, o que garantiu a maioria. Até o momento, oito ministros votaram por referendar a liminar de Dino: Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Os votos restantes podem ser registrados até as 23h59 desta terça-feira, 3.

Critérios Rígidos para Pagamento

O ministro Flávio Dino estipulou critérios detalhados para evitar irregularidades. Entre as principais exigências, estão:

  • Portal da Transparência: todos os autores e beneficiários finais das emendas devem ser identificados publicamente.
  • Separação de Funções: é obrigatória a separação entre o relator do Orçamento e o autor das emendas.
  • Planos de Trabalho: no caso das “emendas Pix”, um plano de trabalho prévio deverá ser apresentado a partir de 2025.

Regras para Diferentes Modalidades

  1. Emendas de Bancada: Não podem ser individualizadas e estarão sujeitas a uma auditoria marcada para outubro de 2025.
  2. RP9 e RP8: Liberadas com identificação clara dos parlamentares responsáveis.
  3. Emendas para ONGs: Necessitam de publicação obrigatória em sites oficiais; caso contrário, não serão liberadas.
  4. Emendas para Saúde: Requerem aprovação técnica nas comissões bipartite e tripartite do SUS.

Transparência em Foco

Relatórios da Controladoria-Geral da União indicam que, entre 2019 e 2024, R$ 186,3 bilhões em emendas foram pagos sem cumprir os requisitos de rastreabilidade e transparência. A nova decisão busca evitar que situações semelhantes se repitam.

Impactos Políticos

A decisão reforça o papel do STF na supervisão do uso de recursos públicos, destacando a necessidade de maior controle na liberação de verbas. A adoção das novas regras será monitorada pelo Executivo e poderá gerar novas discussões no Congresso.

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