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Seis novas rotas ferroviárias prometem mudar deslocamentos, mas não significam o fim dos ônibus

O governo federal estuda a criação de seis novas rotas ferroviárias de passageiros em diferentes regiões do país. A iniciativa faz parte do plano de retomada do transporte ferroviário regional e prevê o aproveitamento de trechos da malha já existente para conectar cidades com grande…

Fotografia que mostra em primeiro plano um trem moderno de passageiros em movimento sobre trilhos e, ao fundo em paralelo, um ônibus rodoviário transitando por uma rodovia, representando a coexistência dos meios de transporte.
Novas rotas ferroviárias de passageiros devem otimizar a mobilidade urbana e interestadual de forma complementar às linhas de ônibus rodoviários.

O governo federal estuda a criação de seis novas rotas ferroviárias de passageiros em diferentes regiões do país. A iniciativa faz parte do plano de retomada do transporte ferroviário regional e prevê o aproveitamento de trechos da malha já existente para conectar cidades com grande fluxo diário de pessoas.

Os projetos estão vinculados ao Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e ainda passam por estudos técnicos e de viabilidade econômica. A proposta, no entanto, não prevê a substituição dos ônibus, mas a integração entre diferentes meios de transporte.

Ligações entre capitais e cidades do interior estão nos planos

Os estudos contratados pelo governo abrangem seis trechos distribuídos por diferentes estados brasileiros:

  • Brasília (DF) – Luziânia (GO);
  • Londrina (PR) – Maringá (PR);
  • Pelotas (RS) – Rio Grande (RS);
  • Salvador (BA) – Feira de Santana (BA);
  • Fortaleza (CE) – Sobral (CE);
  • São Luís (MA) – Itapecuru-Mirim (MA).

As rotas foram selecionadas com base em fatores como densidade populacional, demanda por deslocamentos intermunicipais e a existência de infraestrutura ferroviária que pode ser reaproveitada.

Expansão ferroviária não substitui o transporte rodoviário

Apesar de o projeto prever novas opções de deslocamento, o objetivo do Ministério dos Transportes não é acabar com os ônibus. A proposta busca integrar os trens a outros modais já existentes, como ônibus urbanos, metrôs e veículos leves sobre trilhos.

Durante o Workshop de Transporte Ferroviário de Passageiros, realizado em Brasília, representantes do governo discutiram justamente a necessidade de criar uma rede capaz de conectar diferentes sistemas de mobilidade.

Segundo o ministério, a ideia é oferecer alternativas para regiões metropolitanas e corredores com grande circulação de passageiros, reduzindo a dependência exclusiva das rodovias.

Aproveitamento dos trilhos existentes deve reduzir custos

A estratégia do governo é utilizar trechos ferroviários atualmente empregados no transporte de cargas ou que estejam subutilizados. A medida busca diminuir os custos de implantação e ampliar o interesse da iniciativa privada por meio de parcerias público-privadas (PPPs).

Os projetos ainda dependem da conclusão de estudos técnicos, econômicos, sociais e ambientais, além de consultas públicas e processos licitatórios.

O Trem Intercidades, que ligará São Paulo a Campinas, tem servido de referência para a elaboração dos novos serviços regionais, tema debatido entre representantes do governo e especialistas do setor ferroviário.

Transporte de passageiros por trilhos ainda é limitado no Brasil

Atualmente, o transporte ferroviário regular de passageiros no país é restrito a sistemas urbanos, como metrôs e trens metropolitanos, além de poucas linhas de longa distância.

A retomada dos trens regionais faz parte de uma estratégia mais ampla do governo federal para revitalizar a malha ferroviária brasileira e ampliar as opções de mobilidade entre cidades vizinhas.

Embora os seis projetos ainda estejam em fase inicial, a expectativa é que as futuras linhas complementem a rede de transportes já existente, sem substituir os serviços rodoviários.

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