Projeto de até R$9 bilhões quer transformar uma cidade portuária em novo polo de medicamentos no Brasil

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Conhecida por sua forte atuação nas áreas portuária, logística e comércio exterior, a cidade de Itajaí, em Santa Catarina, pretende diversificar sua economia com um projeto voltado à indústria farmacêutica. A proposta prevê a criação de um polo de produção de medicamentos e tecnologias em saúde dentro do Distrito Regional de Inovação, com investimentos estimados em até R$9 bilhões.

Segundo a prefeitura e a Invest Itajaí, agência responsável pela atração de investimentos no município, a iniciativa ainda está em fase de estruturação, mas já conta com protocolos de intenção assinados com investidores internacionais. Novos detalhes sobre o projeto devem ser divulgados após o avanço das negociações e da modelagem econômica e jurídica.

Projeto pretende ampliar a produção nacional de medicamentos

A proposta prevê a instalação de indústrias voltadas à fabricação de medicamentos, incluindo produtos para tratamentos oncológicos e outras áreas da saúde. O projeto também contempla acordos de transferência de tecnologia e cooperação internacional com empresas da Índia, China e Estados Unidos, além da participação de uma empresa catarinense especializada no setor farmacêutico.

De acordo com a Invest Itajaí, o objetivo vai além da construção de uma fábrica. A intenção é reunir empresas, universidades, centros de pesquisa e laboratórios em um mesmo ambiente, fortalecendo a inovação e o desenvolvimento tecnológico na área da saúde.

Por que Itajaí foi escolhida?

A localização foi considerada um dos principais diferenciais do projeto. Itajaí abriga um dos maiores complexos portuários do Brasil, o que facilita a importação de insumos e a distribuição de produtos para o mercado nacional e internacional. Além disso, a cidade já possui uma economia consolidada nos setores de logística, transporte marítimo, indústria naval, pesca e construção civil.

O novo polo será instalado no Distrito Regional de Inovação, um complexo planejado para integrar empresas, universidades, órgãos públicos e centros de pesquisa em uma área destinada ao desenvolvimento de atividades de alta tecnologia.

Projeto busca reduzir dependência de insumos importados

Um dos objetivos da iniciativa é fortalecer a cadeia produtiva farmacêutica brasileira. Atualmente, o país ainda depende da importação de grande parte dos Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs), substâncias utilizadas na fabricação de medicamentos.

Essa dependência ficou mais evidente durante a pandemia de Covid-19, quando dificuldades no fornecimento internacional afetaram a produção de diversos produtos de saúde. A expectativa é que a produção nacional contribua para ampliar a autonomia do setor e reduzir a vulnerabilidade diante de crises globais.

Investimento ainda depende de novas etapas

Apesar da estimativa bilionária, o projeto ainda não está em fase de implantação. Segundo a prefeitura, a iniciativa passa atualmente pela estruturação econômica, definição do modelo jurídico e avaliação da parceria entre o poder público e investidores privados.

Também serão necessárias etapas como licenciamento, definição das empresas participantes, cronograma de execução e obtenção das autorizações para operação. Se avançar conforme o planejado, o polo poderá gerar empregos qualificados, atrair novos investimentos e ampliar a participação de Itajaí na indústria farmacêutica nacional.

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