Mudança no Bolsa Família beneficia quem vive sem moradia ou em condição alimentar crítica

Portaria reconhece três novas situações de risco social como prioridade no acesso ao programa de transferência de renda.

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O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome publicou nova portaria no Diário Oficial da União (DOU), nesta quarta-feira (9), atualizando as regras de elegibilidade do Programa Bolsa Família.

Novas categorias ampliam acesso ao Bolsa Família

Três novas situações de vulnerabilidade social foram adicionadas aos critérios que autorizam a adesão ao programa. A medida visa ampliar a cobertura de famílias em risco.

Veja as novas situações incluídas

As condições agora reconhecidas pelo governo são:

  • Famílias com pessoas em situação de rua;
  • Famílias com pessoas em risco social por violação de direitos, conforme Prontuário SUAS;
  • Famílias com pessoa em risco de insegurança alimentar, segundo o Ministério da Saúde.

Essas famílias passam a ter prioridade na entrada no Bolsa Família, conforme informado pelo Ministério.

Categorias anteriores permanecem válidas

As categorias já incluídas como prioritárias continuam valendo:

  • Famílias com trabalho infantil;
  • Resgatadas de condições semelhantes à escravidão;
  • Quilombolas e indígenas;
  • Catadores de materiais recicláveis.

A nova norma complementa essas situações, visando fortalecer a rede de proteção social.

Critérios de renda seguem em vigor

Para se enquadrar no programa, a renda mensal per capita da família não pode ultrapassar R$ 218. Em um exemplo citado pelo Ministério, sete pessoas em uma mesma residência, com apenas um recebendo R$ 1.518, se qualificam — pois a renda por pessoa fica em R$ 216,85.

Nova portaria já está em vigor

A portaria entra em vigor imediatamente, com efeitos diretos a partir da folha de pagamento de julho de 2025. O objetivo, segundo o ministro Wellington Dias, é garantir segurança de renda e alimentar às famílias em maior risco social.

“O objetivo é aumentar o nível de proteção social, de segurança de renda e de segurança alimentar”, declarou o ministro Wellington Dias.

As informações cadastrais das famílias serão avaliadas quanto à consistência e atualidade no momento da análise para ingresso no programa.

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