A carteira assinada ainda é valorizada pelos jovens brasileiros, mas a preferência pelo trabalho autônomo cresce quando a avaliação considera os próximos cinco anos. Levantamentos reunidos no texto mostram que a escolha pela CLT cai de 30% atualmente para 16% nas projeções futuras. No mesmo período, o interesse pelo trabalho por conta própria aumenta de 28% para 42%.
Entre os jovens de 16 a 29 anos que exercem alguma atividade remunerada, 44% têm vínculo formal. Outros 15% trabalham sem registro, 13% atuam como autônomos ou freelancers, 10% têm ocupações informais e 8% estão em estágios ou aprendizados remunerados.
Renda e condições de trabalho
A remuneração é o principal critério na escolha profissional para 64% dos entrevistados. Benefícios, possibilidade de evolução na carreira e ambiente de trabalho aparecem em seguida, citados por 31%. Além disso, 62% aceitariam ganhar menos para trabalhar em um ambiente considerado menos exaustivo.
A experiência também é marcada por mudanças: 69% afirmam já ter deixado voluntariamente um emprego. Entre os motivos estão desrespeito, jornadas longas, sobrecarga emocional e falta de perspectiva de progresso.
Outro levantamento, com 2.016 jovens de 14 a 29 anos, registrou preferência maior pela contratação formal: 69% escolheriam a CLT, enquanto 29% optariam por um trabalho informal e 2% não responderam. Em pesquisa com brasileiros de 16 a 29 anos, 35% preferiram autonomia, 27% formalidade e 37% viram vantagens nos dois modelos.
A condição econômica influencia o resultado. Entre as classes C, D e E, a CLT reúne de 40% a 44% das preferências. Nas classes A e B, 32% preferem a carteira assinada, 29% a informalidade e 38% não fazem distinção entre as opções.
