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Dinheiro

Itaú BBA inicia cobertura da Log Commercial com recomendação de compra e potencial de alta de 35%

Itaú BBA iniciou a cobertura da Log Commercial com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 32, indicando potencial de alta de 35%.

Itaú BBA inicia cobertura da Log Commercial com recomendação de compra e potencial de alta de 35%

O Itaú BBA iniciou a cobertura da Log Commercial (LOGG3) com recomendação outperform, equivalente à compra, e preço-alvo de R$ 32 por ação. O valor representa potencial de valorização de 35% em relação à cotação atual, segundo o banco.

Por volta das 11h desta quarta-feira (16), no horário de Brasília, os papéis da companhia avançavam aproximadamente 1,5%, negociados a R$ 23,75, enquanto o Ibovespa recuava à espera das decisões de política monetária da “Super Quarta”. A Log é considerada uma small cap da bolsa brasileira.

Estratégia e crescimento

A Log desenvolve, aluga e administra galpões logísticos. Para o Itaú BBA, a empresa oferece exposição ao mercado brasileiro de imóveis logísticos de alto padrão e possui uma estrutura verticalizada, que reúne aquisição de terrenos, construção, locação e gestão.

De acordo com o relatório, esse modelo permite desenvolver imóveis a custos cerca de 30% inferiores à média das incorporadoras do setor. A companhia também mantém uma estratégia de reciclagem de ativos e tem como meta desenvolver mais 2 milhões de metros quadrados de área bruta locável até 2028.

Controlada pelo empresário Rubens Menin, a Log atua há duas décadas no setor. Os analistas destacam ainda a pré-locação total de muitos projetos a clientes de primeira linha, incluindo os principais participantes do comércio eletrônico brasileiro. A empresa teria alcançado yield-on-cost de 13% em seus projetos.

Reciclagem de ativos e juros

O BBA calcula que a companhia reciclou R$ 4,3 bilhões em imóveis desde 2023, com margens brutas entre 30% e 33%. A avaliação considera que a demanda dos fundos de investimento imobiliário por ativos logísticos pode permitir a venda de empreendimentos após a conclusão, com captura de ganhos de valorização.

O banco também afirma que uma queda de 100 pontos-base nos juros, caso seja integralmente refletida nos cap rates de saída, poderia elevar em cerca de 40% o lucro por ação projetado para 2027, de R$ 7,7. Nesse cenário, o valor justo do patrimônio poderia aumentar aproximadamente 25%.

Entre os riscos estão custos maiores de construção, crescimento econômico fraco, juros elevados e possíveis efeitos da reforma tributária sobre a carga de impostos e a localização dos empreendimentos.