O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou nesta quarta-feira (16) um novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros. Com a decisão, a Selic passou a 13,75% ao ano. A partir desse cenário, uma simulação com aporte único de R$ 10 mil mostra quanto o investidor poderia acumular em diferentes produtos de renda fixa após 12 meses.
O levantamento considera CDI de 13,65% ao ano e Selic de 13,75% ao ano. Nos investimentos tributados, foi aplicada alíquota de Imposto de Renda de 17,50%. A rentabilidade líquida do Tesouro Selic não considera a taxa do título, apenas o desconto do imposto.
Quanto rendem R$ 10 mil em 12 meses
- Tesouro Selic: valor bruto de R$ 11.382,33 e líquido de R$ 11.140,42. A rentabilidade mensal indicada é de 1,08%, com retorno de Selic mais 0,0733%.
- CDB pós-fixado a 100% do CDI: valor bruto de R$ 11.365,00 e líquido de R$ 11.126,13, com taxa mensal de 1,07%.
- LCI pós-fixada a 90% do CDI: acumula R$ 11.228,50. Como o produto é isento de Imposto de Renda, não há desconto sobre o rendimento.
- LCA pós-fixada a 85% do CDI: chega a R$ 11.160,00, também sem cobrança de Imposto de Renda.
- Poupança: alcança R$ 10.833,91, com rentabilidade mensal de 0,67% e isenção de Imposto de Renda.
Na avaliação do planejador financeiro e especialista em investimentos Jeff Patzlaff, a renda fixa continua atrativa mesmo após a redução dos juros. Ele afirma que uma Selic de 13,75% ainda oferece rendimento elevado com riscos baixos e que não há necessidade de movimentar o patrimônio com pressa.
Investimentos conforme o objetivo
Para a reserva de emergência, Patzlaff recomenda alternativas com liquidez, como Tesouro Selic, CDBs com liquidez diária e as “caixinhas” oferecidas pelos bancos. Para objetivos de médio prazo, como viagens ou troca do carro em um ou dois anos, ele cita LCIs, LCAs e títulos prefixados, desde que o vencimento esteja alinhado à necessidade de uso do dinheiro.
Em prazos mais longos, de cinco ou dez anos, o especialista destaca o Tesouro IPCA+, que oferece retorno acima da inflação. Para quem mantém recursos na poupança, Patzlaff alerta que essa modalidade pode render menos que a inflação real ou outras opções seguras.
