Correr, caminhar, pedalar ou fazer trilhas ao ar livre pode exigir mais das articulações por causa de terrenos irregulares, inclinações e impactos repetidos. Segundo especialistas da Rede Américas, preparo físico, fortalecimento muscular e atenção aos sinais do corpo ajudam a reduzir o risco de dores e lesões.
O médico do esporte Pablius Braga, do Hospital Nove de Julho, em São Paulo, explica que os tornozelos se adaptam às irregularidades do solo, os joelhos absorvem boa parte do impacto e o quadril estabiliza a pelve. Glúteos fracos ou a rotação interna dos joelhos durante a corrida podem aumentar a chance de dor, afirma.
Em trilhas e subidas, as descidas exigem que o quadríceps freie o corpo e podem sobrecarregar os joelhos. Pedras e raízes também expõem os tornozelos a torções. Braga ressalta que cada articulação participa do movimento e que falhas em uma região podem aumentar a exigência sobre as demais.
O peso corporal também influencia a demanda sobre cartilagens e tendões. Segundo o Vigitel 2025, do Ministério da Saúde, 62,6% dos adultos das capitais estão com excesso de peso.
Para quem está acima do peso, começar caminhando e fortalecer os músculos antes de correr costuma ser mais seguro, afirma Fabio Anauante, ortopedista e médico do esporte do Hospital Santa Paula, em São Paulo.
Glúteos, quadríceps, músculos posteriores da coxa, panturrilhas e músculos dos pés ajudam a estabilizar as articulações e amortecer impactos. Anauante recomenda avaliação quando a dor articular persiste e altera o movimento. Braga explica que uma consulta prévia pode considerar histórico de saúde, lesões anteriores, testes funcionais, amplitude de movimentos e limitações articulares para orientar a prática.

