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Tribunal federal dos EUA mantém prisão de imigrantes sem audiência de fiança

Decisão do 5º Circuito reverteu ordens de soltura e permite manter três imigrantes detidos sem audiências individuais de fiança durante os processos de deportação.

Tribunal federal dos EUA mantém prisão de imigrantes sem audiência de fiança

Uma decisão do Tribunal Federal de Apelações do 5º Circuito dos Estados Unidos permite que três imigrantes detidos durante processos de deportação permaneçam presos sem audiências individuais para pedir fiança.

O colegiado ampliado tomou a decisão nesta sexta-feira (23), revertendo determinações de instâncias inferiores que haviam concedido habeas corpus e ordenado a soltura dos homens. Também mandou formalizar imediatamente o cumprimento do julgamento.

Segundo o entendimento majoritário, os três estão sujeitos à detenção obrigatória prevista na seção 1225(b)(2)(A) da legislação federal, por terem entrado no país sem autorização.

A maioria considerou que a Quinta Emenda não exige, nos casos examinados, uma audiência para ponderar risco de fuga ou perigo à comunidade. Com isso, afastou decisão anterior de uma turma do mesmo tribunal, que previa audiência em até 90 dias de custódia.

Os envolvidos são os mexicanos Ignacio Sosnava Rodriguez e Alejandro Villegas Angel, e o hondurenho Miguel Angel Gomez Alvarado. Eles viviam nos Estados Unidos havia pelo menos 14 anos; Villegas tem dois filhos americanos, e Gomez, um.

Segundo o tribunal, Gomez ficou detido por três meses, Sosnava por cerca de dois meses e Villegas por três semanas. A maioria entendeu que esses períodos não justificavam os habeas corpus.

O tribunal considerou que a prisão pode continuar enquanto a deportação for uma possibilidade viável, mas ressalvou que o governo não pode prolongar o processo para punir os detidos.

O juiz Leslie Southwick, com outros cinco magistrados, divergiu e sustentou que o governo deve justificar a continuidade da custódia. A juíza Haynes também discordou, apontando a situação de pessoas com longa residência no país, sem histórico criminal e com familiares americanos próximos.

Assuntos: EUAmaioriaUnidos