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Polícia investiga mortes de bebês e crianças em hospital de SP

A SSP-SP informa que ao menos seis casos são apurados no 8º DP; advogada de famílias relata 19 ocorrências nos últimos seis meses.

Polícia investiga mortes de bebês e crianças em hospital de SP

A Polícia Civil de São Paulo abriu inquérito para apurar as mortes de bebês e crianças de zero a três anos no Hospital Salvalus, na Mooca, Zona Leste da capital. A unidade pertence à rede Hapvida NotreDame Intermédica.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), ao menos seis casos estão formalmente sob investigação no 8º Distrito Policial (Brás/Mooca). A suspeita é de que as crianças tenham contraído infecções hospitalares após cirurgias e morrido em decorrência de sepse. As causas ainda são investigadas.

Eduarda Fragnan Gomes, advogada de parte das famílias, afirma que ao menos 19 famílias relatam a morte de filhos após cirurgias de correção ou malformação realizadas no hospital nos últimos seis meses.

Segundo ela, há ocorrências sendo registradas em delegacias de outros municípios, como Praia Grande e Itaquaquecetuba, e em bairros da capital. A advogada informou que novos boletins de ocorrência devem ser apresentados na próxima semana.

Investigação e posicionamento

A Polícia Civil informou que realiza diligências, incluindo depoimentos de testemunhas e profissionais de saúde, além da análise dos prontuários médicos. Os relatos formais começaram a ser encaminhados às autoridades nesta semana.

O Hospital Salvalus declarou que ainda não recebeu notificação formal sobre a investigação, mas está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos, respeitando o sigilo médico. A instituição afirmou que situações clínicas distintas não devem ser atribuídas a uma mesma causa sem comprovação técnica.

O hospital também se descreveu como referência em maternidade de alto risco e pediatria de alta complexidade, com atendimento a pacientes com prematuridade extrema e doenças graves. Em nota, afirmou que mais de mil crianças receberam cuidados individualizados neste ano e que as avaliações feitas até o momento não identificaram origem infecciosa comum entre os casos examinados.