A conta de luz terá bandeira verde em outubro, sem cobrança adicional pelo sistema de bandeiras tarifárias. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou a mudança nesta sexta-feira (25), após cinco meses consecutivos de bandeira amarela.
A tarifa amarela vigorou de maio a setembro de 2026 e acrescentava R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Com a bandeira verde, esse adicional deixa de ser cobrado no próximo mês.
Chuvas favoreceram os reservatórios
Segundo a Aneel, a mudança está ligada à transição entre os períodos seco e úmido em parte das principais bacias hidrográficas do país. O aumento das chuvas nas regiões Sul e Sudeste contribuiu para estabilizar os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas.
Com condições de geração mais favoráveis, diminui a necessidade de acionar fontes de energia de custo mais elevado, como as usinas termelétricas. A agência utiliza as bandeiras para sinalizar as condições de geração e os custos variáveis associados à produção de energia.
A bandeira verde, porém, não significa necessariamente que todos pagarão menos na conta. O valor final também depende do consumo de energia, das tarifas e dos demais componentes aplicáveis a cada consumidor.
Adicional da bandeira amarela
Considerando apenas a cobrança da bandeira, um consumo mensal de 200 kWh correspondia a R$ 3,77 adicionais durante a vigência da tarifa amarela. Esse cálculo não representa necessariamente a redução final da fatura, pois os outros componentes permanecem.
As bandeiras vermelhas indicam condições de geração mais caras. O adicional informado é de R$ 4,463 por 100 kWh no Patamar 1 e de R$ 7,877 por 100 kWh no Patamar 2. A cor é definida mensalmente para os consumidores abrangidos pelo sistema, que foi criado pela Aneel em 2015.
De janeiro a abril de 2026, a bandeira também foi verde. A amarela passou a valer em maio e permaneceu até setembro.
