Uma investigação sobre lavagem de dinheiro ligada à compra de uma grande distribuidora de combustíveis motivou a terceira fase da Operação Carbono Oculto, realizada nesta quinta-feira (24) em São Paulo. A ação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público paulista, e pela Receita Federal.
Segundo os órgãos, a apuração busca esclarecer uma estrutura financeira que teria sido usada para viabilizar a aquisição de uma das maiores distribuidoras do país. Também é investigada a suspeita de que uma organização criminosa tenha montado mecanismos para ocultar o controle de uma usina produtora de combustíveis.
As autoridades identificaram uma operação vinculada à usina com valor aproximado de R$ 370 milhões. De acordo com as informações divulgadas, o montante teria circulado por uma estrutura criada para dar aparência de legitimidade à transação e dificultar a identificação de seus beneficiários finais. Fintechs teriam sido utilizadas na movimentação financeira investigada.
Entre os alvos da operação estão executivos de um banco e de empresas ligadas a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O texto informa que Vorcaro está preso devido a fraudes no sistema financeiro. A investigação apura, portanto, tanto o fluxo de recursos associado à compra quanto os mecanismos que poderiam ter ocultado o controle da usina.
O material divulgado não identifica nominalmente os executivos alvos nem informa o nome da distribuidora ou da usina. Também não detalha medidas cumpridas nesta fase. As suspeitas permanecem sob investigação pelas autoridades envolvidas.
