A equipe de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) preparou medidas para manter a vinculação entre o salário mínimo e os benefícios previdenciários caso o senador vença a eleição presidencial. A informação foi divulgada nesta sexta-feira por Adolfo Sachsida, ex-ministro que participa da coordenação do plano econômico do candidato.
Em publicação na rede social X, a nove dias da eleição, Sachsida afirmou que a decisão busca proteger os idosos do país. Ele acrescentou que outras ações deverão fortalecer programas sociais.
A campanha promete promover um drástico ajuste nas contas públicas se Flávio Bolsonaro for eleito. Entre as medidas mencionadas estão cortes de gastos federais. Até o momento, porém, a equipe tem evitado apresentar ações concretas e estruturais para alcançar esse objetivo.
Debate sobre medidas fiscais
Recentemente, Flávio e seus assessores foram questionados sobre medidas de austeridade defendidas por agentes do mercado. Entre as possibilidades citadas estavam retirar ganhos reais do salário mínimo e desvincular do piso os reajustes das aposentadorias.
Nas respostas, o senador e seus assessores vinham se limitando a afirmar que não fariam ajuste fiscal sobre as pessoas mais pobres. A declaração de Sachsida apresenta uma posição específica da campanha sobre a relação entre o salário mínimo e os benefícios previdenciários: a vinculação seria preservada em caso de vitória eleitoral.
O texto divulgado pelo ex-ministro também menciona a intenção de fortalecer programas sociais, mas não detalha quais ações seriam adotadas. A campanha, segundo as informações apresentadas, ainda não expôs medidas estruturais para executar o ajuste fiscal prometido.
