Cinco estratégias com respaldo científico ajudam a reduzir gordura visceral sem depender de promessas rápidas

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A redução da gordura visceral depende de mudanças consistentes na alimentação, na prática de exercícios e no controle do peso, segundo estudos realizados por universidades do Brasil e do exterior.

Esse tipo de gordura se acumula entre os órgãos internos e está relacionado ao aumento do risco de doenças como diabetes tipo 2, infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Ao contrário da gordura localizada sob a pele, a gordura visceral não é facilmente percebida. Ela pode estar presente até mesmo em pessoas com peso considerado adequado e provocar alterações no metabolismo antes do surgimento de sintomas.

Exercícios e perda de peso estão entre as medidas mais eficazes

Pesquisas apontam que uma redução relativamente pequena do peso corporal já pode trazer benefícios importantes. Um estudo do Hospital Universitário de Tübingen, na Alemanha, concluiu que perder cerca de 5% do peso é suficiente para diminuir significativamente o acúmulo de gordura no fígado.

A atividade física também tem papel importante nesse processo. Entre as modalidades avaliadas, o treino intervalado de alta intensidade (HIIT) apresentou resultados superiores na redução da gordura abdominal quando comparado a exercícios contínuos de intensidade moderada.

Estudos indicam ainda que esse tipo de treinamento aumenta o gasto energético em menos tempo.

Alimentação equilibrada ajuda no controle da gordura abdominal

Os hábitos alimentares também influenciam diretamente o acúmulo de gordura visceral. Levantamentos da Universidade de Tufts, nos Estados Unidos, observaram que pessoas que consomem cereais integrais diariamente tendem a apresentar menor quantidade desse tipo de gordura em comparação com aquelas que priorizam grãos refinados.

Alimentos ricos em gorduras monoinsaturadas, como o abacate, também são associados à melhora do perfil metabólico. Os compostos presentes na fruta podem contribuir para o controle do colesterol e favorecer o funcionamento do organismo quando inseridos em uma alimentação balanceada.

Além das mudanças no estilo de vida, pesquisadores brasileiros investigam terapias complementares. Um estudo conduzido pelo Instituto de Física de São Carlos, da Universidade de São Paulo, avaliou o uso de laser infravermelho combinado com alimentação saudável e exercícios físicos. Os resultados indicaram uma redução maior da gordura no fígado em comparação com participantes que seguiram apenas as mudanças de hábitos.

Especialistas ressaltam que nenhuma dessas estratégias produz resultados imediatos quando utilizada de forma isolada.

A combinação entre alimentação equilibrada, prática regular de exercícios e acompanhamento profissional continua sendo a principal recomendação para reduzir a gordura visceral e diminuir o risco de doenças crônicas.

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