Copenhague foi eleita a cidade mais habitável do mundo em 2026, segundo o índice anual elaborado pela Economist Intelligence Unit (EIU). O levantamento avaliou 173 cidades com base em critérios como estabilidade, saúde, educação, infraestrutura e cultura, além das condições ambientais.
A capital da Dinamarca manteve a liderança pelo segundo ano consecutivo. Na sequência aparecem Viena, na Áustria, e Melbourne, na Austrália.
Entre as dez primeiras colocadas, Vancouver foi a única representante da América do Norte, enquanto Tóquio apareceu como a única megacidade do grupo.
Oriente Médio registra as maiores quedas
O levantamento aponta que as cidades do Oriente Médio concentraram as perdas mais expressivas no ranking deste ano. Segundo a EIU, o aumento das tensões e dos conflitos na região reduziu a nota de estabilidade de diversos destinos que tradicionalmente atraem profissionais estrangeiros.
Mascate, capital de Omã, teve a maior queda da edição ao perder 14 posições e ocupar o 123º lugar. Doha, no Catar, caiu sete posições e passou para a 108ª colocação.
Dubai e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, também perderam espaço. As duas cidades recuaram quatro posições e ficaram, respectivamente, na 79ª e na 76ª colocação.
Na parte inferior da lista, Damasco, capital da Síria, permaneceu na última posição pelo 13º ano consecutivo. Teerã, no Irã, também caiu no ranking e passou a integrar o grupo das dez cidades com piores condições de habitabilidade avaliadas pela pesquisa.
China melhora desempenho, mas enfrenta limitações
As cidades chinesas apresentaram os maiores avanços no índice de 2026. De acordo com a EIU, todas receberam notas mais altas no critério de saúde após investimentos públicos voltados para ampliar o acesso aos serviços médicos. Entre as medidas citadas está a expansão da cobertura de saúde e o avanço do plano do governo chinês para garantir que a população tenha unidades de atendimento acessíveis a até 15 minutos de caminhada.
Apesar da melhora nesse indicador, o desempenho das cidades chinesas continua limitado por outros fatores considerados no estudo. Questões relacionadas ao meio ambiente, à vigilância da população e ao ambiente político reduziram a pontuação geral desses municípios.
O índice da Economist Intelligence Unit foi desenvolvido para auxiliar empresas na definição de benefícios destinados a funcionários transferidos para outros países. Para elaborar o ranking, a consultoria analisa cinco grupos de indicadores: estabilidade, saúde, cultura e meio ambiente, educação e infraestrutura, atribuindo uma pontuação que reflete as condições de vida em cada uma das 173 cidades avaliadas.
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