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Bancos têm cinco dias para informar dívidas ao Desenrola 3.0

O edital abre prazo para bancos, instituições financeiras e fundos apresentarem carteiras; consumidores ainda não precisam procurar os credores para renegociar.

Bancos têm cinco dias para informar dívidas ao Desenrola 3.0

Instituições financeiras têm cinco dias úteis para informar ao governo quais dívidas pretendem oferecer para renegociação na primeira etapa do Desenrola 3.0. O prazo consta no edital de chamamento publicado em edição extraordinária do Diário Oficial da União.

A etapa serve para medir o interesse dos credores e o volume de débitos disponíveis por faixa de renda. Não é uma convocação para que consumidores renegociem dívidas, e eles não precisam procurar os bancos neste momento.

O programa prevê que a União compre carteiras de crédito para viabilizar a renegociação. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, estimou em R$ 90 bilhões o volume de dívidas antigas que poderá ser apresentado. Com desconto mínimo de 90%, o desembolso máximo para adquirir todo esse montante seria de R$ 9 bilhões.

O chamamento é destinado a bancos, instituições financeiras e fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs). Após receber as informações sobre as carteiras, o governo deverá analisar os valores e separá-los por faixas de renda. O leilão está previsto para novembro, com possibilidade de adiamento para o início de dezembro.

Segundo Durigan, a disputa será estruturada para favorecer pessoas de menor renda e microempreendedores individuais (MEIs). Se o volume de dívidas de baixa renda ficar abaixo do esperado, o governo poderá comprar mais débitos de alta renda. A União não necessariamente adquirirá todas as carteiras, e os descontos no leilão podem superar o mínimo previsto.

Podem ser incluídas dívidas de até R$ 10 mil, pelo valor original, com atraso entre 720 e 1.645 dias. As modalidades previstas incluem cartão de crédito e crédito pessoal sem consignação em folha. Regras de acesso e condições de pagamento ainda serão divulgadas; prazos e taxas dependem de definições do Conselho Monetário Nacional e da regulamentação aplicável.