A Vale (VALE3) produziu 94,4 milhões de toneladas de minério de ferro entre julho e setembro de 2025. O volume representa alta de 4% em relação ao mesmo período de 2024 e superou a projeção de 93,9 milhões de toneladas da Genial Investimentos. O desempenho foi impulsionado pelo recorde do complexo S11D e pelo avanço de projetos estratégicos da companhia.
Segundo dados divulgados pelo Money Times, a mineradora também registrou crescimento nas vendas e melhora nos preços realizados, reforçando sua posição no mercado global.
Vendas e preços do minério de ferro
As vendas de minério de ferro atingiram 86 milhões de toneladas no trimestre, avanço de 5% sobre 2024. O resultado superou a estimativa de 72,3 milhões de toneladas. O preço realizado dos finos de minério foi de US$ 94,40 por tonelada, 4,2% acima do mesmo período do ano anterior, próximo da projeção de US$ 94,70.
A companhia destacou que a otimização do portfólio de produtos contribuiu para prêmios mais altos, de US$ 1,8 por tonelada. Entretanto, o preço médio das pelotas caiu para US$ 130,8/t, recuo de US$ 3,3/t em relação ao trimestre anterior.
Produção de pelotas e metais básicos
A produção de pelotas somou 8 milhões de toneladas, queda de 23% em comparação ao 3T24, reflexo das condições de mercado.
Na área de metais básicos, a Vale registrou alta de 6% na produção de cobre, totalizando 90,8 mil toneladas, com destaque para as operações de Salobo, Voisey’s Bay e Sudbury. Já a produção de níquel permaneceu estável em 46,8 mil toneladas, com recorde na refinaria de Long Harbour, que compensou paradas de manutenção em Copper Cliff.
Desempenho das ADRs em Nova York
No mercado internacional, as ADRs da Vale negociadas em Nova York subiram 0,43% no aftermarket, cotadas a US$ 11,61, após fecharem o pregão em baixa de 1,1%.
Estratégia e guidance para 2025
Em comunicado, a mineradora afirmou que apresentou “forte desempenho operacional” no trimestre. A produção de minério de ferro atingiu o maior nível desde 2018, refletindo a execução da estratégia de portfólio.
No cobre, Salobo registrou crescimento, enquanto ativos polimetálicos mantiveram estabilidade. No níquel, o volume lavrado em Sudbury aumentou 45% ano a ano, e o segundo forno de Onça Puma entrou em operação, abrindo caminho para expansão futura.
A Vale reforçou que os três segmentos estão avançando em direção ao limite superior do guidance de produção para 2025.
Expectativas para o balanço do 3º trimestre
O balanço oficial será divulgado em 30 de outubro, após o fechamento do mercado. De acordo com a XP Investimentos, a expectativa é de receita de US$ 10,2 bilhões, alta de 7% em relação a 2024. O Ebitda projetado é de US$ 4,2 bilhões, crescimento de 11%, com margem de 41,3%, um ponto percentual acima do ano anterior.
