Um ex-BBB que também é médico recebeu censura pública do Conselho Federal de Medicina por infrações éticas, e a punição saiu no Diário Oficial

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O Conselho Federal de Medicina chancelou uma punição formal contra um conhecido profissional da saúde e ex-participante de reality show por desrespeito a normas de conduta profissional. A sanção administrativa foi oficializada por meio de publicação no Diário Oficial da União, após a análise de um recurso pelo Tribunal Superior de Ética Médica. A medida confirma o posicionamento adotado previamente pelo órgão de fiscalização regional.

A penalidade aplicada consiste em uma censura pública, que passa a integrar o histórico do cirurgião, embora não impossibilite a continuidade dos seus atendimentos. O colegiado apontou infrações a artigos que tratam de danos por negligência ou imperícia, desrespeito à dignidade humana em tratamentos e a não utilização de métodos científicos validados. Os detalhes específicos dos fatos que motivaram a abertura da investigação original não foram divulgados abertamente.

O alvo da medida tornou-se conhecido do grande público durante sua participação no programa Big Brother Brasil em 2017, quando acabou expulso devido a indícios de agressão física contra outra participante. O caso gerou desdobramentos jurídicos na época com uma denúncia por lesão corporal. No âmbito da medicina, os questionamentos éticos sobre sua conduta já vinham tramitando internamente há alguns anos.

Alegações de perseguição e conflito de interesses

Ao ser procurado para se manifestar sobre a decisão oficial, o médico Marcos Harter declarou receber a notícia com serenidade e reforçou que mantém respeito pelas entidades de classe. Contudo, ele apontou a existência de uma suposta perseguição pessoal e profissional na condução dos trabalhos conduzidos no estado de Mato Grosso. A defesa questiona diretamente a postura do corregedor regional que atuou como relator do processo.

De acordo com a nota emitida pelo cirurgião, o relator atua no mesmo segmento de cirurgia plástica e mantém uma rivalidade pessoal histórica com ele. Na visão do investigado, essa proximidade e o histórico de desavenças comprometem a imparcialidade necessária para o julgamento ético. Ele argumenta que o cenário configura um provável conflito de interesses dentro do conselho regional.

Outro ponto contestado pelo profissional envolve a ausência da paciente que realizou a denúncia inicial contra o seu trabalho. Ele afirma que a reclamante nunca compareceu às etapas processuais agendadas e não apresentou laudos técnicos que pudessem comprovar as acusações. O médico reiterou que pretende demonstrar os problemas de condução do caso por vias legais.

Histórico de ocorrências e outras investigações

Esta não é a primeira vez que as atividades do cirurgião plástico passam pelo escrutínio de órgãos de controle e autoridades policiais. Em um episódio anterior, ocorrido no ano de 2020, ele chegou a ter o seu registro de trabalho suspenso temporariamente por um semestre. Naquela ocasião, a penalidade foi motivada pela exposição pública de valores de procedimentos estéticos nas redes sociais.

Mais recentemente, uma nova complicação médica envolvendo a clínica do profissional virou alvo de apuração policial em Mato Grosso. Uma paciente registrou um boletim de ocorrência relatando ter sofrido uma infecção grave após passar por uma operação. O quadro de saúde exigiu que ela buscasse atendimento de urgência em outro hospital para remover implantes mamários.

O Conselho Federal de Medicina relembrou que os processos desse tipo costumam tramitar sob sigilo para proteger os envolvidos. O julgamento do recurso que resultou na censura pública ocorreu no início do mês de abril, mas a ação principal já se arrastava desde o ano de 2022.

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