Três anos depois dos ataques de 7 de outubro de 2023, Israel e Gaza seguem diante de incertezas políticas e dos desafios de uma paz duradoura. Em artigo de opinião, o autor relembra a ofensiva liderada pelo Hamas e defende que a busca por soluções exige reconhecer tanto a humanidade quanto os direitos de israelenses e palestinos.
Os ataques ocorreram durante o Shabat e a celebração de Simchat Torá. Terroristas do Hamas e de outros grupos armados palestinos entraram em Israel por terra, mar e ar, sob uma barragem de foguetes e morteiros. Mais de mil combatentes participaram da ofensiva, que teve como alvos comunidades civis e instalações militares no sul do país. Cerca de 1.200 pessoas morreram e 251 foram sequestradas e levadas para Gaza.
O texto descreve assassinatos e outras formas de violência contra civis e militares e afirma que há documentação internacional sobre violência sexual durante os ataques. Também aponta que o objetivo era provocar terror e que centenas de pessoas foram levadas à força para Gaza e mantidas como reféns.
Após a reação de Israel, começou a guerra, com consequências trágicas. O autor destaca o uso, pelo Hamas e por outros grupos armados, de áreas e estruturas civis em meio aos combates, expondo os moradores de Gaza aos efeitos do conflito. Ressalta, porém, que a população palestina não deve ser confundida com o Hamas e sofreu um custo humano terrível.
Três anos depois, Israel se prepara para uma eleição da Knesset marcada para 27 de outubro. Em Gaza, a devastação da guerra acompanha o desafio de construir uma nova realidade política. As negociações envolvem o desarmamento do Hamas, a retirada das forças israelenses e um novo modelo de governo para o território. Segundo o artigo, Israel mantém posições diferentes das apresentadas pelos mediadores e condiciona a retirada ao desarmamento do grupo.
O autor também menciona o Irã como fator de instabilidade regional e afirma que o Hamas, apesar de severamente atingido militarmente, busca converter o conflito em vitória política e narrativa. Na avaliação expressa no texto, setores da diplomacia, da mídia e da academia procuram transformar Israel em um Estado-pária, enquanto cresce o antissemitismo em diferentes partes do mundo.
O artigo reconhece que Israel, como qualquer país, tem erros e acertos e que sua própria sociedade questiona os governantes. Defende ainda que o povo palestino não seja confundido com o Hamas e que a busca por uma causa palestina justa não se transforme em tratamento draconiano de Israel. Ao mesmo tempo, afirma que negar o sofrimento palestino, as mortes de civis ou os direitos desse povo não favorece a paz.
Para o autor, uma paz justa e duradoura depende de reconhecer a humanidade do outro e seu direito à existência. A expectativa apresentada é que prevaleçam, entre israelenses e palestinos, forças comprometidas com a paz e que líderes mundiais contribuam para esse objetivo.

