As defesas aéreas russas interceptaram quase 900 drones ucranianos durante a madrugada de terça-feira (6), em diferentes regiões do país, na Crimeia ocupada e no mar de Azov, segundo o Ministério da Defesa da Rússia. Relatos da imprensa, ainda sem confirmação oficial, apontaram que um depósito de combustível na região de Moscou pegou fogo após o ataque e que duas pessoas morreram.
O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, afirmou que 650 drones seguiram em direção à região da capital entre a noite de segunda-feira (5) e a manhã de terça-feira (6). De acordo com ele, a maioria foi destruída longe da cidade, enquanto 105 foram abatidos ao se aproximarem de Moscou. Mais tarde, Sobyanin disse que outros 68 drones que teriam a capital como alvo também foram derrubados.
A Ucrânia tem atacado com frequência refinarias e depósitos de petróleo russos. No fim de semana, afirmou ter inutilizado 51% da capacidade de refino do país, informação que não pôde ser verificada de forma independente. Na semana passada, o presidente russo, Vladimir Putin, declarou que os ataques custaram cerca de 1% do Produto Interno Bruto da Rússia. O país proibiu exportações de diesel após os ataques, pressionando os preços globais. No mês passado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu que Kiev parasse de atingir refinarias russas.
Na Ucrânia, um ataque russo atingiu uma ponte sobre o rio Dnipro, em Zaporizhzhia, e o tráfego foi suspenso temporariamente, segundo Mykhailo Semikin, chefe da administração militar regional. Ele também informou que um ataque noturno a um prédio residencial feriu cinco pessoas e que outro, durante o dia, provocou um grande incêndio em um armazém.
O Ministério da Defesa russo afirmou ainda ter atingido, com drones, um depósito de munições, um navio graneleiro com bens de uso dual e infraestrutura portuária nas localidades de Chornomorsk e Izmail, na região de Odesa.

