SSPDS reforça policiamento em Fortaleza; quatro cearenses estariam entre os mortos no Rio

Governo monitora possíveis impactos em Fortaleza após megaoperação contra o Comando Vermelho nos complexos da Penha e do Alemão.

3 Minuto de leitura

A megaoperação policial realizada nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, dia 28, teve repercussões diretas no estado do Ceará. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) confirmou que monitora a situação após a identificação de lideranças cearenses do Comando Vermelho (CV) entre os alvos da ação.

Segundo apuração do portal G1 Ceará, ao menos quatro indivíduos naturais de Fortaleza, com atuação nos bairros Pirambu e Carlito Pamplona, estariam entre os mortos na operação.

Reforço policial no Ceará após movimentações suspeitas

Em nota oficial publicada na terça-feira (28), a SSPDS informou que reforçou o policiamento em áreas estratégicas da capital cearense, com base em levantamentos da Coordenadoria de Inteligência (Coin). A medida foi adotada de forma preventiva, diante da possibilidade de retaliações ou reorganizações criminosas.

Moradores da região do Grande Pirambu relataram movimentações de viaturas e helicópteros da Ciopaer e do CPRaio, unidades especializadas da Polícia Militar do Ceará”>Polícia Militar do Ceará (PMCE). A operação no Rio teria como um dos alvos Carlos Mateus da Silva Alencar, conhecido como Skidum ou Fiel, apontado como chefe do CV em Fortaleza e listado entre os mais procurados pela segurança estadual.

Investigações e cautela nas confirmações oficiais

Apesar das informações circularem em redes sociais e grupos de mensagens, o Governo do Ceará ainda não confirmou oficialmente os nomes dos mortos. Segundo fontes da SSPDS, a cautela é estratégica, visando evitar repercussões violentas em comunidades dominadas pela facção.

Imagens compartilhadas por moradores do Rio mostram corpos enfileirados na Praça da Penha, incluindo um homem com camisa do Ceará Sporting Club, o que reforça a suspeita de envolvimento de cearenses. A operação, batizada de Contenção, foi deflagrada após um ano de investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) do Rio de Janeiro.

Facção investia em esconderijos no Rio

Reportagem publicada pelo jornal O POVO em março revelou que criminosos do Ceará pagavam até R$ 100 mil por mês em aluguéis de esconderijos nas comunidades cariocas. O objetivo era fugir da vigilância policial local e manter a comunicação com lideranças regionais.

A operação no Rio visava cumprir mandados de prisão e busca e apreensão em 26 favelas que abrigam mais de 110 mil moradores. Entre os presos, estão membros do CV oriundos de outros estados, o que evidencia a expansão nacional da facção.

Partilhe esta notícia