Uma bebê baleada em Fortaleza resultou na prisão em flagrante da mãe e do padrasto na noite da última terça-feira (06/05). O disparo por arma de fogo atingiu o braço da criança de 1 ano no interior de uma residência localizada no bairro Parangaba. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social confirmou as prisões e o início imediato das apurações criminais.
A Polícia Militar do Ceará iniciou as diligências oficiais logo após a entrada da vítima no Hospital Distrital Maria José Barroso de Oliveira. Os profissionais da unidade de saúde acionaram os agentes de segurança no exato momento em que identificaram o ferimento à bala no braço da menina. Esta comunicação médica rápida garantiu a ação policial imediata nas imediações do centro médico.
Dinâmica do disparo e prisão do padrasto
Os relatos preliminares colhidos pelos policiais indicam que a bebê acessou uma bolsa pertencente ao padrasto, de 35 anos. A arma de fogo armazenada no interior do objeto disparou de forma acidental e feriu a vítima.
O homem compareceu à unidade de saúde logo após a entrada da criança. No entanto, ele fugiu do local ao notar a aproximação das viaturas policiais. Durante a fuga pelas ruas próximas ao hospital, o suspeito tentou descartar o armamento utilizado no episódio. Os agentes realizaram a abordagem interceptiva e a detenção do indivíduo. Os registros do sistema de segurança apontam que ele já possui antecedentes criminais associados ao uso e à dependência de drogas.
Autuação criminal do casal
Os policiais conduziram o padrasto e a mãe da bebê, de 24 anos, para a Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza, unidade responsável pelo plantão. A Polícia Civil autuou o casal em flagrante por infrações distintas.
A lista de tipificações criminais contra a mãe e o padrasto inclui os seguintes crimes:
- Lesão corporal decorrente do disparo de arma de fogo.
- Posse irregular de arma de fogo.
- Omissão de cautela na guarda do equipamento balístico.
Os próximos passos da investigação e o quadro médico
A Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (DCECA) assume a investigação oficial do caso a partir da fase atual. Os investigadores coletarão novos depoimentos e analisarão as circunstâncias precisas do armazenamento da arma de fogo para dimensionar o grau de negligência dos responsáveis e outras eventuais condutas criminosas. No âmbito médico, os especialistas avaliam a necessidade de transferência da criança para um hospital de maior complexidade estrutural. A decisão médica dependerá da evolução clínica do ferimento no braço, uma vez que a unidade de saúde ainda não divulgou o boletim atualizado sobre o estado da vítima.
