Criado em 1942 para atender à demanda por trabalhadores qualificados em uma indústria em expansão, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) chega aos 85 anos com atuação em educação profissional e superior. A instituição também trabalha com inovação e transferência de tecnologias industriais.
O SENAI foi instituído pelo Decreto-Lei nº 4.048, de 22 de janeiro de 1942, assinado pelo então presidente Getúlio Vargas. A criação buscou enfrentar a escassez de profissionais com formação técnica especializada: entre operários do Distrito Federal, do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, 332.424 tinham apenas educação primária, enquanto 88.880 possuíam alguma formação técnica.
As primeiras turmas começaram no mesmo ano, com cursos de torneiro mecânico, fresador, limador, soldador elétrico e carpinteiro. Depois, unidades em Niterói, Petrópolis e Nova Friburgo passaram a oferecer também desenho industrial, matemática de oficina e eletrotécnica.
No pós-guerra, doações de equipamentos e transferência de conhecimento de países como Suíça, Alemanha, Japão, Itália e Canadá ajudaram a consolidar a estrutura da instituição.
Ao longo do tempo, a formação se estendeu da aprendizagem e qualificação profissional a cursos técnicos, graduação e pós-graduação. A instituição também passou a atuar em áreas como automação, digitalização e tecnologia da informação, acompanhando mudanças na indústria.
O SENAI integra o Sistema Indústria, ao lado da Confederação Nacional da Indústria (CNI), do Serviço Social da Indústria (SESI) e do Instituto Euvaldo Lodi (IEL). A entidade é privada, sem fins lucrativos e de interesse público, financiada por contribuição compulsória sobre a folha de pagamento das empresas industriais e fiscalizada pelo Tribunal de Contas da União.
A partir dos anos 1970, a instituição serviu de referência para entidades similares na América Latina, como o SENA, na Colômbia, e o SENATI, no Peru. Também desenvolveu projetos de educação, tecnologia e inovação em 53 países, em três continentes.
