O Ministério Público do Paraguai denunciou neste sábado (7) o ex-presidente Santiago Peña Palacios no caso Ueno Bank e pediu à Justiça que decrete sua prisão preventiva. A solicitação ainda depende de decisão judicial.
Peña é acusado de lesão de confiança e administração em benefício próprio. O ex-presidente do Banco Central do Paraguai (BCP), Carlos Dagoberto Carvallo Spalding, também foi denunciado e é suspeito dos mesmos crimes, além de produção de documentos públicos com conteúdo falso.
A denúncia foi apresentada pelos promotores Elena Fiore, Christian Benítez, Silvia González Véster e Ruth Benítez, após depoimentos dos dois investigados. Peña e Carvallo permaneceram em silêncio durante as oitivas. Os promotores pediram a prisão preventiva de ambos.
A investigação contra Peña havia sido aberta na quinta-feira (5). Na ocasião, os supostos crimes apontados incluíam lesão de confiança, tráfico de influência e administração em benefício próprio.
Na sexta-feira, senadores aprovaram por unanimidade o impeachment de Peña, descrito no relato como o presidente mais jovem da história do Paraguai. A votação ocorreu três dias após a implosão do Ueno Bank, um dos maiores credores do país, cuja quebra deixou milhões de pessoas sem acesso às contas.
Segundo a AFP, Peña mantinha vínculos com o grupo controlador do banco e chegou a oferecer renúncia. Os parlamentares, porém, deram sequência ao impeachment para retirar a imunidade política que ele teria caso deixasse o cargo por iniciativa própria.

