Pular para o conteúdo
Nordeste7
Tamanho do texto
100%
Anuncie

Santiago Peña é preso após destituição pelo Senado do Paraguai

Santiago Peña foi detido em Assunção após a destituição pelo Senado. Denúncia parlamentar aponta possíveis irregularidades ligadas ao Ueno Bank, ainda sujeitas a investigação.

Santiago Peña é preso após destituição pelo Senado do Paraguai

O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña foi preso nesta sexta-feira (6), em Assunção, horas depois de ser destituído pelo Senado. Por ordem do Ministério Público, ficará em prisão domiciliar até ser colocado à disposição das autoridades que investigam possíveis irregularidades relacionadas ao Ueno Bank.

A ordem também alcança Carlos Dagoberto Carvallo Spalding, ex-presidente do Banco Central, que deverá ficar detido em unidade indicada pelo Comando da Polícia Nacional. As determinações foram expedidas por promotores das unidades especializadas em Crimes Econômicos e Anticorrupção e em Crimes Informáticos.

O Senado aprovou o impeachment por 44 votos favoráveis e uma abstenção, após a Câmara dos Deputados respaldar o afastamento. O vice-presidente Pedro Alliana assumiu o comando do país. Peña não compareceu à sessão; os advogados Ricardo Preda e Adolfo Ferreiro fizeram sua defesa.

A crise veio após o encerramento das atividades do Ueno Bank na terça-feira (3), quando o Banco Central iniciou a liquidação da instituição. A autoridade monetária apontou problemas de solvência ligados a empréstimos a empresas vinculadas ao banco. A instituição, pertencente ao Grupo Vázquez, tinha cerca de 3 milhões de clientes e aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos públicos.

Uma denúncia de parlamentares atribui a Peña possíveis conflitos de interesse, interferência regulatória e uso irregular de recursos públicos. Os autores também afirmam que o Banco Central conhecia as dificuldades do banco desde abril de 2026 e pedem apuração de depósitos públicos e de eventual prejuízo aos cofres públicos. São alegações a investigar, não conclusões estabelecidas.

Peña anunciou nas redes sociais que havia apresentado renúncia, mas sua saída foi formalizada pelo Congresso por impeachment. Em manifestação pública, defendeu que os responsáveis por irregularidades respondam à Justiça e pediu prioridade aos poupadores.