Enquanto muitos países registram queda consistente no número de fumantes, em outras regiões do planeta o tabagismo segue como um hábito comum e socialmente aceito.
Dados internacionais mostram que o consumo de cigarros ainda é elevado, especialmente em pequenas nações insulares e em países do Leste Europeu e do Sudeste Asiático, contrariando a percepção de que o problema está concentrado apenas em grandes potências econômicas.
Levantamentos da Organização Mundial da Saúde (OMS), com base em prevalência entre adultos, apontam Nauru como o país com maior proporção de fumantes no mundo.
Na pequena ilha do Pacífico, estima-se que entre 48% e 52% da população adulta consuma tabaco regularmente. O índice elevado está associado a fatores culturais, baixa tributação sobre cigarros e políticas de controle menos rigorosas.
Onde a fumaça é mais presente no mundo
Além de Nauru, outros países aparecem com taxas expressivas de tabagismo. Em Mianmar, cerca de 44% da população adulta é fumante, com forte influência de hábitos culturais e consumo masculino predominante. Kiribati, também no Pacífico, registra índices próximos de 40%, repetindo um padrão observado em diversas ilhas da região.
Na Europa, a Sérvia se destaca negativamente. O país apresenta uma das maiores taxas de fumantes do continente, reflexo da ampla aceitação social do cigarro, inclusive em bares, cafés e outros ambientes coletivos. Já no Sudeste Asiático, a Indonésia figura entre os líderes globais, impulsionada principalmente pelo consumo entre homens e pela popularidade dos cigarros de cravo, conhecidos como kreteks.
Embora não lidere o ranking proporcional, a China concentra o maior número absoluto de fumantes do planeta. Estima-se que o país tenha cerca de 300 milhões de consumidores de tabaco, o que representa aproximadamente um terço de todos os fumantes do mundo. O cigarro ainda é comum em interações sociais e profissionais, inclusive como item de presente.
Em sentido oposto, o Brasil aparece como referência internacional em políticas de controle do tabagismo. Com medidas como proibição de publicidade, advertências visuais nos maços e restrições ao fumo em ambientes fechados, o país reduziu a taxa de fumantes para cerca de 12% da população adulta, segundo dados oficiais mais recentes.
