A Netflix anunciou nesta quarta-feira (14) que demitirá cerca de 6% de seu quadro, o equivalente a aproximadamente 1.000 funcionários. Os cortes devem atingir principalmente as áreas de produtos, tecnologia, jurídico e recursos humanos.
Em e-mail enviado aos funcionários, os codiretores executivos Ted Sarandos e Greg Peters afirmaram que a empresa precisa priorizar pessoas e recursos para cumprir sua missão de “entreter o mundo”. Eles disseram que o negócio está forte e crescendo e que a companhia segue no caminho para entregar a previsão para o ano completo.
Os executivos acrescentaram que a Netflix continuará investindo em áreas consideradas de alto impacto para melhorar o serviço e impulsionar crescimento e inovação. A empresa informou que não faria comentários além do memorando. Os resultados trimestrais devem ser divulgados em 20 de outubro.
Os cortes foram anunciados poucas semanas depois de Sarandos dizer, em uma conferência da Bloomberg Screentime, que a empresa “não estava crescendo tão rápido quanto eu gostaria”.
Disputa no streaming
A Netflix continua sendo a maior plataforma de streaming e registra lucros sólidos, mas seu tempo de visualização estagnou. O combate ao compartilhamento de senhas e o plano mais barato com anúncios têm sido os principais motores de aquisição de assinantes.
O YouTube é apontado como a principal ameaça à empresa. A possível integração do Paramount+ e do HBO Max pela entidade combinada da Paramount com a Warner Bros. Discovery também aparece no horizonte competitivo.
Nos últimos anos, a Netflix ampliou o catálogo com transmissões esportivas ao vivo, documentários e videogames. A empresa, porém, tem tido menos sucessos de grande repercussão como “Stranger Things” e “Round 6”. No mês anterior, a Disney anunciou cerca de 300 demissões, sobretudo em recursos humanos e tecnologia.

