O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que não há indicativo de interferência internacional nas Eleições 2026. Segundo ele, os relatórios de monitoramento não apontaram ameaças relacionadas ao pleito, ao crime organizado ou à possibilidade de atentados.
O ministro também disse não ter recebido relatos da Polícia Federal (PF), da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) ou de outros setores parceiros sobre possíveis ameaças. “Não recebemos nenhum indicativo concreto disso até o momento, e é fato que, até o momento, não ocorreu nada”, declarou a jornalistas.
A discussão sobre uma possível interferência ganhou força depois que as embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália suspenderam serviços consulares na sexta-feira (2), alegando questões de segurança. De acordo com Kassio, as representações diplomáticas justificaram a decisão pela polarização das eleições. Ele disse que precauções desse tipo são adotadas em períodos de maior acirramento político e citou a Colômbia como exemplo.
Também neste domingo, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, informou que a corporação abriu investigação sobre uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. Segundo ele, a PF recebeu uma representação da Advocacia-Geral da União (AGU) após a publicação de reportagem do jornal The Guardian sobre um projeto norte-americano chamado “Combate à Litigância Deliberativa e à Censura no Brasil”. A proposta previa recursos para grupos de oposição a supostos abusos do poder judicial e censura do Supremo Tribunal Federal (STF).
Mais de 158 milhões de eleitores brasileiros votam neste domingo no primeiro turno das Eleições 2026, que define os cargos de presidente, governador, senador e deputado federal e estadual ou distrital. O TSE informou que, até o momento, não houve intercorrências que prejudicassem a votação.
No Paraná, fortes chuvas deixaram mais de 100 cidades sem energia. Kassio afirmou que as seções eleitorais seguem funcionando com geradores e baterias. Cerca de 1.121 urnas precisaram ser substituídas, mas, segundo o TSE, nenhuma troca esteve relacionada à integridade dos votos.
