O inverno está oficialmente entre nós e muitos casais adoram dormir de conchinha durante essa época do ano, não apenas como um gesto de carinho, mas simplesmente para ajudar a esquentar mesmo. Mas você sabia que o hábito, além de quentinho e romântico, pode trazer benefícios para a sua saúde e o seu bem-estar?
Entrevistada pelo site Terra, a neurologista Márcia Assis, especialista em medicina do sono e vice-presidente da Associação Brasileira do Sono (ABS), explica que o toque físico ajuda a aumentar a intimidade e conexão do casal, estimulando a liberação de ocitocina pelo corpo, popularmente conhecido como o “hormônio do amor”. Como explica o Jornal da USP, esse hormônio é fundamental para a produção de bem-estar físico e emocional e está sendo estudado como um importante aliado no tratamento de depressão e ansiedade.
“Além disso, o toque está associado à maior qualidade subjetiva do sono, duração do sono e ocorrências mais curtas e menor despertar após o início do sono”, completa a neurologista.
Além de contribuir para a sua saúde física e mental, a profissional também explica que o toque físico próximo ao momento de dormir pode aumentar as funções reguladoras do afeto, “sugerindo que o compartilhamento da cama pode melhorar esta regulação, além de promover satisfação e um relacionamento saudável”.
Dormir de conchincha faz bem… mas não é para todo mundo?
Claro que toda regra tem a sua exceção. A profissional destaca que, em alguns casos, dormir nessa posição ou até mesmo só dividir a cama já pode impedir uma das pessoas de se movimentar e de encontrar uma posição confortável. Nesses casos, é melhor conversar para que todos os envolvidos consigam ter uma boa noite de sono.
