Um caso de abuso médico infantil no Texas resultou na prisão de Kaitlyn Laura, de 31 anos, no último dia 19/03. A mulher submeteu o filho de três anos ao uso forçado de uma cadeira de rodas e de uma sonda alimentar sem justificativa clínica no estado norte-americano.
O Tarrant County Sheriff’s Office (TCSO) registrou a ocorrência por lesão corporal grave contra uma criança. A legislação do Texas classifica este ato como um crime de primeiro grau. As autoridades policiais adicionaram uma denúncia por agressão agravada com arma mortal ao processo. A investigada pagou a fiança estipulada em US$ 75 mil e saiu da prisão do Condado de Tarrant no dia 29/03.
Falsificação de Diagnósticos no Cook Children’s Medical Center
Kaitlyn Laura compareceu ao Cook Children’s Medical Center, na cidade de Fort Worth, com falsas alegações sobre a saúde do filho. Ela declarou à equipe de gastroenterologia que o menino possuía paralisia cerebral e dificuldades para engolir alimentos. O pai da criança negou as afirmações e garantiu a ausência de restrições alimentares.
A equipe médica instalou uma sonda gástrica no garoto em maio. Os profissionais notaram discrepâncias no diagnóstico durante os retornos da mãe ao hospital. As provas clínicas de saúde da criança apresentavam os seguintes fatos:
- Consumo regular de refeições sólidas de forma natural.
- Movimentação autônoma e tentativas de permanecer em pé no consultório.
- Capacidade de caminhar pelo ambiente escolar sem equipamentos de auxílio.
A mulher também forneceu diferentes versões sobre o nascimento do menino para as instituições. Ela comunicou um parto traumático aos órgãos de desenvolvimento infantil em outubro de 2024. Cinco meses depois, relatou aos hospitais a necessidade de suporte de oxigênio durante o momento do parto.
Denúncias ao Serviço de Proteção à Criança e Cirurgias
O Child Protection Services (CPS) recebeu a primeira notificação formal sobre a situação em junho de 2025. Os médicos atestaram a falsidade dos sintomas e classificaram os tratamentos como excessivos e prejudiciais. O Glen Rose Police Department (GRPD) transferiu as informações para a promotoria do Condado de Johnson (JCDAO).
Um professor reiterou a denúncia ao CPS em outubro de 2025. A mãe cancelou a matrícula do garoto na instituição de ensino logo após a ação do educador. O menino passou por um novo procedimento cirúrgico invasivo para substituir a sonda no mês de janeiro. A mulher solicitou uma internação em fevereiro e exigiu o uso de uma “posey bed”, um formato de cama tipo tenda destinada a pacientes de altíssimo risco.
As Consequências e os Próximos Passos Legais
O sistema de proteção estatal transferiu a criança para um lar de acolhimento familiar no dia 14/02. O departamento de polícia abriu uma nova frente de investigação focada em fraudes contra o sistema Medicaid, motivada pelos procedimentos cirúrgicos financiados pelo governo. Os detetives rastrearam três campanhas de arrecadação financeira na plataforma GoFundMe, criadas pela suspeita sob a justificativa de custear despesas de saúde. O TCSO instruiu os indivíduos que realizaram doações ou que trocaram mensagens com a mulher sobre as doenças do menino a efetuarem contato urgente pelo telefone 817-884-1305 para colaboração no inquérito.
