O Outubro Rosa chama atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, tipo de tumor mais comum entre mulheres no Brasil e no mundo. A incidência aumenta principalmente após os 50 anos, mas a atenção aos sinais e os exames recomendados são importantes para a detecção da doença.
Nas fases iniciais, o câncer de mama costuma não apresentar sintomas. Por isso, a identificação de alterações nas mamas e o rastreamento regular por mamografia, na faixa etária recomendada, são apontados como medidas importantes. Quando diagnosticada cedo, a doença tem maiores chances de sucesso no tratamento.
Entre os sinais que merecem atenção estão caroços na mama ou na axila, mudanças no formato ou na pele das mamas, secreção pelo mamilo, vermelhidão e retrações. Histórico familiar, obesidade, sedentarismo e uso prolongado de hormônios estão entre os fatores associados ao aumento do risco.
Nem todos os casos são hereditários, e homens também podem desenvolver a doença. A mamografia pode causar desconforto leve e passageiro, mas é descrita como um exame rápido e seguro, capaz de identificar alterações antes do aparecimento de sintomas.
Alimentação equilibrada, controle do peso e atividade física regular também são relacionados à redução do risco. A recomendação apresentada é praticar 150 minutos de atividade física por semana. A amamentação é apontada como fator de proteção; já a gravidez não aumenta o risco, e ter filhos, especialmente antes dos 30 anos, pode reduzi-lo para muitas mulheres.
A Atenção Primária à Saúde (APS) pode oferecer acolhimento, orientações personalizadas e acompanhamento contínuo, além de ajudar a esclarecer dúvidas e discutir fatores de risco. A combinação de hábitos saudáveis, acompanhamento e acesso a exames é destacada como parte da prevenção e da detecção precoce.

