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Dinheiro

Ouro fecha em alta com alívio no petróleo e nos juros dos Treasuries

O ouro para dezembro subiu 0,28% na Comex, a US$ 4.399,7 por onça-troy, em meio ao alívio no petróleo e nos juros dos Treasuries.

Ouro fecha em alta com alívio no petróleo e nos juros dos Treasuries

O contrato mais líquido do ouro fechou em alta nesta quinta-feira (17), apoiado pelo alívio nos preços do petróleo e nos juros dos títulos do governo dos Estados Unidos, conhecidos como Treasuries. O movimento ocorreu apesar da elevação dos juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano.

Na avaliação do mercado, os fatores voltaram a estimular a procura pelo metal precioso como proteção. A movimentação ocorreu poucas horas antes da decisão de política monetária do Fed.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou o pregão com valorização de 0,28%, cotado a US$ 4.399,7 por onça-troy. A prata para dezembro também avançou, com alta de 1,82%, a US$ 66,09 por onça-troy.

Movimento dos preços

Segundo Ahmad Assiri, estrategista da Pepperstone, o ouro permanece dentro de uma faixa de negociação, com riscos em ambas as direções. Para ele, o forte movimento de alta registrado no início do ano está em pausa.

“O ouro opera dentro de uma faixa de negociação, com riscos em ambas as direções, mas o forte movimento de alta observado no início do ano é considerado em pausa”, afirmou Assiri.

O estrategista disse que a alta pode ser retomada em algum momento, impulsionada por fatores como a demanda dos bancos centrais, a incerteza macroeconômica e as preocupações fiscais. Ele destacou, porém, que a trajetória dos preços do petróleo e seus efeitos sobre a política do Fed continuam sendo a variável mais importante até o fim do ano.

Para a Capital Economics, parte significativa da queda recente nos rendimentos dos títulos públicos de longo prazo reflete o alívio provocado pelos preços mais baixos do petróleo. A consultoria também avaliou que notícias sobre a condução da política monetária do Fed tiveram influência relevante no movimento.

A Capital Economics afirmou ainda que, no curto prazo, o Fed, sob a liderança de Kevin Warsh, tende a adotar uma postura mais hawkish.