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Nordeste7
PEC DA ESCALA 6×1

Oposição no Senado tenta adiar votação da PEC da escala 6×1

A oposição no Senado tenta adiar para depois do segundo turno presidencial a votação da PEC que prevê o fim da escala 6×1. O governo articula um calendário especial.

Oposição no Senado tenta adiar votação da PEC da escala 6×1

Senadores da oposição tentam deixar para depois do segundo turno presidencial a votação da PEC que prevê o fim da escala 6×1. Integrantes do PL, PP e Republicanos se reuniram nesta quarta-feira (7) para definir uma estratégia após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizar que o texto poderá ser votado em primeiro turno na próxima semana.

Líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN) defendeu o cumprimento do rito regimental e considerou inadequado discutir a proposta durante o calendário eleitoral. “Não faz bem ao país votar um assunto dessa gravidade, dessa importância e com essa repercussão da maneira que está sendo votado”, afirmou.

Marinho também acusou o presidente Lula (PT) de usar a proposta como instrumento eleitoral para recuperar apoio após o primeiro turno. O senador disse que a oposição não se recusa a discutir a jornada, mas defendeu maior flexibilidade e negociação sobre dias e horários de trabalho. A bancada ainda não definiu orientação de voto e avalia apresentar emendas.

Tereza Cristina (PP-MT) foi escolhida para conversar com Alcolumbre sobre o adiamento. A PEC reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e prevê dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial. A implantação seria escalonada: 42 horas semanais 60 dias após a promulgação e 40 horas um ano depois.

O texto precisa passar por cinco sessões de discussão antes do primeiro turno. Para a segunda votação, o regimento prevê novo período de discussão e intervalo de cinco dias úteis. Pelo calendário regular, ela tende a ocorrer depois de 25 de outubro, data do segundo turno presidencial.

Alcolumbre afirmou que não recebeu requerimentos formais para acelerar ou retardar a tramitação. Caso haja pedido para quebrar o intervalo regimental ou adotar calendário especial, disse que o submeterá ao plenário. A oposição aposta no rito para evitar a aprovação integral antes do segundo turno; o governo articula um calendário especial que poderia encurtar os prazos.