O novo salário mínimo de R$ 1.518 passa a valer oficialmente neste sábado (1º). O reajuste de 7,5% representa um acréscimo de R$ 106 em relação ao valor anterior de R$ 1.412. Esse aumento impacta diretamente trabalhadores e beneficiários de programas assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o seguro-desemprego.
Regras do Novo Reajuste
Segundo a nova regra sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o aumento real do salário mínimo será limitado a 2,5% acima da inflação até 2030. Para o cálculo de 2025, foram considerados:
- Inflação medida pelo INPC: 4,84%
- Crescimento do PIB de dois anos antes: 3,2%
- Limitação do aumento real a 2,5%
Com esses números, o salário mínimo deveria ser de R$ 1.528, mas a nova norma reduziu esse valor em R$ 10.
Impacto nas Contas Públicas
O Ministério da Fazenda argumenta que o teto para o reajuste salarial é necessário para equilibrar as contas públicas. O governo estima que essa medida pode gerar uma economia de R$ 15,3 bilhões nos próximos anos, já que vários benefícios sociais são reajustados com base no salário mínimo.
- Cada R$ 1 de aumento no mínimo gera um custo adicional de R$ 392 milhões para os cofres públicos.
Quem Será Afetado?
O reajuste impacta diretamente vários benefícios e serviços. Veja os principais:
Benefícios Atrelados ao Novo Piso Salarial
- Abono salarial PIS/Pasep
- Benefícios do INSS
- Benefício de Prestação Continuada (BPC)
- Seguro-desemprego
- Critérios para inscrição no Cadastro Único
- Seguro-defeso
- Montantes pagos no trabalho intermitente
- Contribuições mensais dos Microempreendedores Individuais (MEIs)
A partir de fevereiro, todos os trabalhadores e beneficiários já começam a receber o novo valor reajustado.
