Uma adolescente americana de 15 anos foi assassinada pelo próprio pai no Paquistão por publicar vídeos no TikTok. O crime aconteceu na cidade de Quetta na última terça-feira (27), e o homem inicialmente tentou enganar a polícia, alegando que desconhecidos haviam matado a menina, mas depois confessou o assassinato.
Confissão e investigação
O suspeito, identificado como Anwar ul-Haq, retornou recentemente ao Paquistão após viver 25 anos nos Estados Unidos. Segundo a polícia, ele matou a filha por desaprovar seus vídeos na plataforma TikTok, considerando-os “inadequados”. As autoridades também prenderam seu cunhado, suspeito de envolvimento no crime.
O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) ressaltou que enfermeiros não têm autorização para realizar procedimentos cirúrgicos invasivos. O caso é tratado como crime grave, e a investigação segue para determinar a responsabilidade dos envolvidos.
Cenário do crime
A família da vítima havia retornado recentemente ao Paquistão, onde os costumes são mais conservadores. A menina foi atraída para o país sob o pretexto de uma viagem em família e, poucos dias depois de chegar, foi morta a tiros.
A polícia apura se o crime se enquadra na categoria de “assassinato por honra”, uma prática comum no Paquistão em que familiares matam mulheres que, supostamente, desonram seus valores tradicionais. De acordo com a Comissão Independente de Direitos Humanos do Paquistão, mais de mil mulheres são mortas anualmente nesses casos.
Influência do TikTok e censura no Paquistão
O TikTok tem mais de 54 milhões de usuários no Paquistão, mas já enfrentou bloqueios temporários por questões de “moderação de conteúdo”. O governo local frequentemente pressiona a plataforma a remover postagens que considera “obscenas”.
As autoridades paquistanesas ainda não informaram se a embaixada americana foi notificada sobre o crime, e a família da vítima recusou-se a comentar o caso.
