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Novo condomínio no Leblon tem imóveis de até R$ 42 milhões e sete unidades vendidas

A paisagem do Jardim Pernambuco, uma das áreas mais exclusivas do Leblon, no Rio de Janeiro (RJ), passa por uma transformação. Uma mansão que chegou ao mercado com preço anunciado de R$ 220 milhões, apontada como uma das propriedades residenciais mais caras…

Novo condomínio no Leblon tem imóveis de até R$ 42 milhões e sete unidades vendidas

A paisagem do Jardim Pernambuco, uma das áreas mais exclusivas do Leblon, no Rio de Janeiro (RJ), passa por uma transformação. Uma mansão que chegou ao mercado com preço anunciado de R$ 220 milhões, apontada como uma das propriedades residenciais mais caras do Brasil, está sendo desmontada para abrir espaço para um novo condomínio de alto padrão.

O projeto, chamado Estância Pernambuco, prevê somente dez casas em um terreno de aproximadamente 11,5 mil metros quadrados. Mesmo antes da conclusão da obra, sete unidades já foram comercializadas, segundo a incorporadora responsável pelo empreendimento.

A operação mostra como terrenos amplos e imóveis com localização privilegiada continuam sendo ativos disputados no mercado imobiliário de luxo do Rio, especialmente em regiões onde a oferta de grandes áreas é limitada.

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Mansão será substituída por dez casas de alto padrão

Foto: Divulgação/ Mozak

A transformação do imóvel é resultado de uma negociação que levou cerca de seis anos. A incorporadora Mozak adquiriu o terreno onde estava a antiga residência e decidiu substituir a estrutura por um projeto imobiliário voltado ao público de altíssimo poder aquisitivo.

A mansão não será simplesmente reformada. A estrutura remanescente será demolida para permitir a implantação das novas residências. Antes do início dos trabalhos, os antigos proprietários passaram meses retirando móveis, obras de arte, esquadrias e outros elementos considerados de valor.

A incorporadora informou que esses objetos não integram o empreendimento adquirido e permaneceram com os antigos donos.

O novo projeto terá apenas dez lotes, uma característica que ajuda a explicar o posicionamento do condomínio no segmento de luxo. Em vez de apostar em grande quantidade de unidades, a proposta prioriza terrenos maiores, privacidade e possibilidade de personalização.

Imóveis já vendidos chegam a R$ 42 milhões

Das dez casas planejadas, sete já foram negociadas. De acordo com a incorporadora, os negócios foram fechados por valores que ficaram, em média, na faixa de R$ 35 milhões.

Os preços, entretanto, variam conforme a unidade. Uma das casas teria sido comercializada por aproximadamente R$ 24 milhões, enquanto a mais valorizada chegou a R$ 42 milhões.

Com três unidades ainda disponíveis, o empreendimento mantém um valor de entrada muito acima do mercado residencial convencional. O público-alvo é formado principalmente por empresários, executivos do mercado financeiro, profissionais liberais de alta renda e famílias com grandes patrimônios.

Outro diferencial está no tamanho dos terrenos. As áreas terão entre 900 m² e 1.800 m², enquanto lotes tradicionais do Jardim Pernambuco costumam ser menores.

A predominância de terrenos planos também é considerada um diferencial, já que parte das áreas da região apresenta características inclinadas.

Casas terão vista para mar, Lagoa e Cristo Redentor

Imagem mostra uma visão aérea do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Ao fundo, é possível ver um pedaço da cidade e da praia.
Imagem: Marchello74 / shutterstock.com

O projeto foi desenhado para aproveitar a localização elevada do Jardim Pernambuco. A proposta é oferecer às residências uma combinação rara de vistas para alguns dos principais cartões-postais do Rio de Janeiro.

Dependendo da posição da casa, o morador poderá visualizar o mar do Leblon, a Lagoa Rodrigo de Freitas e o Cristo Redentor.

As dez propriedades também poderão ser personalizadas pelos compradores, em conjunto com os arquitetos envolvidos no projeto. A intenção é permitir que cada residência tenha características próprias, mantendo, ao mesmo tempo, o padrão arquitetônico do condomínio.

Entre os itens previstos estão piscinas de borda infinita, sauna seca e úmida e áreas destinadas ao lazer e ao bem-estar.

Condomínio terá estrutura de lazer exclusiva

O Estância Pernambuco deverá concentrar mais de 10 mil metros quadrados destinados às áreas comuns. A estrutura foi planejada para que os moradores tenham opções de esporte, lazer e atividades ao ar livre sem precisar deixar o condomínio.

Entre os espaços previstos estão quadra de beach tennis, campo de futebol, academia, áreas de caminhada, espaço infantil e locais voltados à contemplação e ao bem-estar.

A academia terá projeto associado ao escritório Bernardes Arquitetura. A circulação interna também deverá contar com carrinhos de golfe, recurso comum em empreendimentos residenciais de grandes dimensões.

A proposta acompanha uma tendência observada no mercado de imóveis de alto padrão: transformar o condomínio em uma espécie de extensão da própria residência, reunindo serviços, lazer, privacidade e segurança em um único endereço.

Segurança é outro diferencial do empreendimento

A segurança será estruturada em diferentes níveis de controle. Segundo a incorporadora, o acesso envolverá a entrada do próprio Jardim Pernambuco, o portão exclusivo do novo condomínio e, posteriormente, mecanismos de controle individual das residências.

Câmeras e sistemas de controle de acesso também fazem parte da estratégia anunciada para o empreendimento.

Esse modelo atende especialmente compradores que valorizam privacidade. No segmento de altíssimo padrão, a localização não é o único fator determinante para o preço: tamanho do terreno, exclusividade, segurança, infraestrutura e possibilidade de personalização também pesam na decisão de compra.

Quem está comprando as novas casas?

Os compradores das sete unidades comercializadas são brasileiros e, segundo a incorporadora, a maioria possui ligação com o Rio de Janeiro.

O perfil inclui empresários, pessoas ligadas ao mercado financeiro, advogados, empreendedores e integrantes de famílias com negócios consolidados, inclusive no agronegócio.

A procura também estaria relacionada a uma mudança na forma de enxergar imóveis de luxo. Para algumas famílias, uma casa desse porte representa não apenas patrimônio, mas um espaço destinado à convivência entre diferentes gerações.

Nesse contexto, o tamanho dos lotes e a estrutura de lazer funcionam como argumentos comerciais importantes para compradores que procuram uma residência capaz de acomodar filhos, netos e convidados.

Demolição marca nova fase do mercado de luxo carioca

A substituição de uma mansão avaliada em centenas de milhões de reais por dez residências igualmente exclusivas evidencia a escassez de terrenos grandes em áreas valorizadas da Zona Sul.

O projeto também representa uma nova frente para a Mozak, tradicionalmente conhecida pela atuação em edifícios residenciais. O Estância Pernambuco será a primeira iniciativa da incorporadora com foco em casas na Zona Sul do Rio.

Com sete das dez unidades já vendidas, o empreendimento entra na fase de implantação com boa parte do estoque comercializado. As três casas restantes passam a ser o foco da estratégia comercial enquanto a antiga mansão desaparece da paisagem e dá lugar a um novo endereço de luxo.

Foto: Divulgação/Mozak


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