Nova idade mínima da aposentadoria deixa brasileiros dessas 10 profissões em festa

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A pergunta sobre a idade mínima para se aposentar permanece como uma das mais frequentes entre os trabalhadores brasileiros que se aproximam do fim da carreira. Desde a Reforma da Previdência, em novembro de 2019, os critérios para acesso aos benefícios do INSS foram alterados, e muitas pessoas precisaram rever seus planejamentos.

Recentemente, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a mexer com as expectativas, especialmente no caso da aposentadoria especial, destinada a quem atua exposto a condições insalubres ou prejudiciais à saúde.

O STF declarou inconstitucional a exigência de idade mínima criada pela reforma para essa modalidade. A partir do novo entendimento, o que passa a valer é o tempo de exposição ao agente nocivo, e não mais a idade do trabalhador. Quem conseguir comprovar o período mínimo de atividade especial pode solicitar o benefício sem precisar esperar uma idade determinada.

Profissões contempladas pela decisão do STF

O direito se aplica a diversas categorias profissionais que atuam em contato com agentes físicos, químicos ou biológicos. Entre elas, estão:

  • Enfermeiros
  • Técnicos de enfermagem
  • Médicos
  • Dentistas
  • Vigilantes
  • Soldadores
  • Metalúrgicos
  • Trabalhadores da indústria química
  • Operadores expostos a ruído excessivo
  • Profissionais que lidam com agentes biológicos

A comprovação exige documentos como o PPP e o LTCAT, que atestam as condições do ambiente de trabalho. Para a aposentadoria por idade, as regras permanecem as mesmas: mulheres precisam de 62 anos e 15 anos de contribuição; homens, de 65 anos e 20 anos. Quem já contribuía antes da reforma pode se enquadrar nas regras de transição.

A decisão do STF representa um avanço para quem já cumpriu o tempo de exposição, pois elimina a barreira da idade. Ainda assim, o benefício não é automático. 

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