Uma mulher matou 40 pessoas com pastéis envenenados em Kenskoff, no Haiti. Segundo o jornal De Último Minuto, a autora do crime utilizou óleo de chenille, uma substância usada no combate a lagartas. O caso teve repercussão após ser divulgado por veículos internacionais.
De acordo com as informações, a mulher teria agido por vingança contra uma facção que atua na região. O território é conhecido por conflitos entre grupos criminosos, o que tem intensificado os episódios de violência local. A comerciante preparou os alimentos com o veneno e os ofereceu aos membros da organização.
Substância usada foi identificada como óleo de chenille
A substância usada no preparo dos pastéis é conhecida localmente como óleo de chenille. Esse produto é frequentemente utilizado no meio agrícola para controle de pragas. As vítimas começaram a passar mal pouco depois de consumirem os alimentos.
Ainda conforme as informações divulgadas, os homens tiveram convulsões e não resistiram. A maioria morreu durante o deslocamento ao hospital. O envenenamento em massa causou reações imediatas por parte da organização criminosa atingida.
Autora do crime está sob proteção policial
Após o envenenamento, outros integrantes da facção invadiram e depredaram a residência da mulher. No entanto, ela já havia deixado o local. Logo após o ocorrido, a autora se dirigiu a uma delegacia e confessou o crime.
Ela também solicitou proteção policial às autoridades. Atualmente, está sob custódia enquanto aguarda julgamento. Não foram divulgadas informações sobre sua identidade nem previsão para audiência.
Segundo caso de envenenamento envolve morte de professora no Brasil
Além do episódio em Kenskoff, um segundo caso de envenenamento foi registrado no Brasil. Em 22 de março, uma professora de 37 anos, foi encontrada morta em seu apartamento em Ribeirão Preto (SP). A investigação da Polícia Civil apontou homicídio por envenenamento.
O laudo toxicológico identificou a presença de “chumbinho”, substância tóxica utilizada como raticida. O médico de 38 anos, marido da vítima, e sua mãe, foram presos. Ambos são investigados por homicídio qualificado.
Polícia aponta sogra como principal suspeita
Segundo o delegado, responsável pelo inquérito, a mulher confidenciou a amigos que sentia mal-estar frequente durante visitas da sogra. A investigação revelou que Elizabete foi a última pessoa a ter contato com ela antes da morte.
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o envenenamento tenha ocorrido de forma contínua. A linha investigativa sustenta que a sogra pode ter administrado pequenas doses do veneno por um período prolongado.
Autoridades mantêm vigilância nos dois casos
Tanto no caso do Haiti quanto no de Ribeirão Preto, as investigações estão em andamento. Em ambos os episódios, as autoras dos supostos crimes estão sob custódia. As autoridades reforçaram a segurança para garantir a integridade das envolvidas até a conclusão dos processos judiciais.
Esses dois casos chamam atenção pelas circunstâncias em que ocorreram. Em ambos, as substâncias utilizadas para o envenenamento eram de fácil acesso e aplicadas em situações de aparente motivação pessoal. A polícia continua reunindo provas para formalizar as acusações.
